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 As Estrelas Voltam

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_The_Punk_Rocker_
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MensagemAssunto: As Estrelas Voltam   Sex Mar 14, 2008 8:17 am



Última edição por _The_Punk_Rocker_ em Dom Abr 25, 2010 3:25 pm, editado 9 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sex Mar 14, 2008 8:18 am

Prólogo

Um céu completamente negro. Pedaços que giram rapidamente flutuando com o vento. Uma cidade prestes a ser engolida por uma bola negra, que furiosamente destrói e engole tudo no seu nada. Tudo escuro... Raios negros por toda a parte. Prédios que desabam sobre si mesmos. Gritos alucinantes ecoam por toda a parte. Pessoas atingidas por raios negros... Dos seus peitos sai algo brilhante que é imediatamente engolido pela escuridão.
Destruição total...


No meio da bola negra que tende em engolir a cidade, lá se encontra um vulto negro, rindo freneticamente. Os seus olhos vermelhos brilham intensamente, contrastando o céu negro.
- Preparem-se... Preparem-se para a destruição total do universo! Daqui a alguns momentos, o sistema solar, a galáxia, tudo será engolido pela escuridão, e NADA IRÁ ESCAPAR! O tempo da luz irá acabar, o escuro total cairá sobre o mundo, e tudo irá ser destruido!
Os risos tornam-se cada vez mais fortes e altos. De repente, quatro vultos aparecem a frente da esfera negra.
- Nós não iremos deixar! - grita um dos vultos, apontando.
- Nós iremos lutar contra ti, seu demónio, e iremos proteger este universo! - grita outro vulto.
- Orion Star Spiral!
Um dos vultos dispara uma luz que rapidamente se forma em diversas espirais, dirigindo-se para a esfera negra. Mas o ataque é rapidamente aspirado para dentro da esfera, sem causar algum dano.
- Não pode ser...
O vulto negro no centro da esfera olha e sorri para os vultos que acabaram de atacar.
- Minhas queridas navegantes... - a voz do vulto parece rouca - pensavam mesmo que me iriam vencer com esses ataques fracos? - risos ecoam vindos do vulto.
A figura mística junta as suas mãos e aponta para as quatro navegantes - MORRAM!
Raios negros saiem das suas mãos, e atingem com força as navegantes, que caem no chão com um ruído surdo. Do peito de cada uma sai algo brilhante que é engolido para dentro da esfera negra.
- Belo brilho... Pena que já o perderam.
O vulto ri de novo os seus risos histéricos.
De repente um som estranho faz-se ouvir atrás. Este vira-se imediatamente.
No cimo de um prédio encontra-se uma silhueta, qual se distingue o seu cabelo curto, algo pendurado na sua orelha, seu fato a mover-se com o vento e numa mão se encontra algo longo e brilhante.
- Ora ora, outra que quer morrer!
A silhueta salta em direcção á esfera negra. Ouve-se sons de batalha, e uma luz dourada sai violentamente da esfera, despedaçando-a completamente.
- NÃO! QUE É ISTO! NÃOOOOOOOOOOOOOOO......
O vulto desintegra-se banhado na luz dourada, junto com as sombras negras que esvoaçavam á volta da cidade. A luz dourada ilumina tudo, e o negro vai desaparecendo. O negro que envolvia a galáxia vai-se esfumando até não restar nada.

O mal já é uma memória...


Última edição por _The_Punk_Rocker_ em Qua Nov 17, 2010 2:35 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sex Mar 14, 2008 8:34 am

adorei os vultos são fixe xD punk e a silhueta parece sexy lol

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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Dom Mar 16, 2008 10:05 am

xD Meu deus Dark Dream, tu precisas do teu Manel, e rápido! xD
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Seg Mar 17, 2008 12:07 pm

lol ele xama-se Emanuel mas tasse bem xD

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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Seg Out 27, 2008 1:29 pm

Capítulo 1 - Uma nova escuridão?

O sol brilhava por toda a parte. Raios de sol brincavam com as folhas das árvores e as pessoas começavam a movimentar-se na imensa cidade de Tóquio. Gritos de crianças alegres a irem para a escola... Isso não é nada comparado com os gritos que vinham da casa Tsukino.

-AIIIII! MÃE PORQUE NÃO ME ACORDASTE! JÁ VOU CHEGAR TARDE!

Sim, é a Bunny Tsukino! Como sempre vai chegar tarde ás aulas...

- Ó BUNNY! NÃO TE ESQUEÇAS DE LEVAR O ALMOÇO!

Mas a rapariga baixota com os odangos no alto da cabeça, a esta altura está bem longe de casa para ouvir a sua mãe. Ela corre corre corre e corre pela ruas estreitas, é quase atropelada na passadeira, e quase que mata crianças que vão passeando pelo caminho.
Mas isso nem adianta. Quando chega á escola, já passara 40 minutos da hora suposta para o começo das aulas. A rapariga de cabelos dourados pára mesmo ao lado da porta da sala, encosta-se á parede e suspira. A esta altura nem vale a pena bater á porta... Sabia muito bem que já não entraria e a professora iria dar cabo dela se a visse. Ela decide ir para o buffé e comprar alguma comida.
"Raios esqueci-me do almoço!" pensa.

A campainha toca para o recreio, e Bunny dirige-se á cafetaria da escola para ver as suas amigas. Encontra-as lá sentadas numa mesa perto da janela.

- Ufa! Consegui escapar á professora antes que ela me visse no corredor! Estou estafada, quero ir embora! - disse, enaquanto puxava de uma cadeira.

- Ó pois claro, é só tu levantares o dedo e já te cansas! É da gordura! - diz a rapariga de lindos cabelos negros e longos.

-Gordura? Qual gordura? Estou com um corpinho danone minha querida Rita! Será que noto uma certa dor de cotovelo aí??? - a cara de Bunny fica vermelha, numa expressão de tentar abafar os risos.

- EU? Inveja de ti?? Mas sua... - diz Rita e atira-se para cima de Bunny, que por sua vez deita a língua de fora, e contra-ataca Rita atirando-se para cima dela.

- Pronto, já estão elas outra vez... - suspira uma rapariga com um rabo de cavalo, e os seus ondulados cabelos castanhos mexem-se ao sabor dos movimentos da sua cabeça.

- Ora elas cansam-se depressa, vais ver Maria! - fala a rapariga loira com um enorme laço vermelho na cabeça, saboreando logo de seguida o seu café que se encontrava em cima da mesa.
Pouco depois, a bulha acalma-se e as duas "guerreiras" sentam-se nos lugares onde se encontravam anteriormente.

- Aaahhh, é tão bom estar assim, na cafetaria, com as pessoas que se gosta, apenas a desfrutar da vida... Quem me dera fazer isso mais vezes... - suspira Bunny.

- Ora pois é, além do mais, já há duas semanas que não temos nenhum inimigo, nem nada de estranho ou sobrenatural tem acontecido.. Espero que a paz venha para ficar desta vez!

- Pois isso também espero eu... - suspira Joana.

- É, assim temos mais tempo para estudar!

- AMI!? - exclama Rita com os olhos esbugalhados. - Pensas só em estudar???

- Ora... Precisamos de estudar... - a sua cara vai-se tornando cada vez mais vermelha, até ficar da cor que nem um tomate.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Então, já encontraram o brilho que tanto procuramos?

- Não, minha rainha...

Sete silhuetas fazem-se visíveis na escuridão do lugar que se encontram.

- Sabem muito bem que precisamos desse brilho para poder envolver o universo na escuridão absoluta. Sem ele não poderemos fazer nada!

- Nós percebemos, minha rainha... - respondem as sete vozes simultâneamente.

- Continuem a procurar! - ordena.

As silhuetas desaparecem num ápice. A criatura que lhes tinha falado arranja os seus longos cabelos roxos, e o seu grande vestido castanho escuro reflecte o pouco de luz que há naquele lugar. Os seus olhos verdes, brilham um brilho frio e morto. As suas unhas enormes cobertas de algo vermelho e pegajoso, mexem-se lentamente ao sabor do movimento das suas mãos. Esta encontra-se sentada num grande trono feito de algum tipo de raizes negras, e no meio das suas mãos encontra-se um tipo de espiral negra, que gira lentamente em torno de si mesma. A cimo da sua cabeça, se encontram três grandes losangos pendurados.
De repente, levanta-se e diz:

- Alguém se oferece a coleccionar as melhores Essências possíveis que se encontram neste planeta?

Uma sombra materializa-se do nada.

- Minha rainha, eu, Kzinscha, ofereço-me para realizar essa tarefa.

O brilho dos olhos da criatura sentada no trono fica ainda mais vívido.

- Muito bem! Traz-me quantas Essências possíveis!

-Sim minha rainha... - e a sombra desaparece.

- Hahaa, com estas Essências, poderemos acordar o mal há tanto tempo adormecido, e que quando acordar, irá destruir tudo e engolir o universo na sua escuridão! - diz entre risos cavernosos. – Eu rainha Scroll, irei fazer os possíveis e impossíveis para que isso aconteça!

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O sol desce no horizonte, banhando tudo na sua luz alaranjada. Uma leve brisa congelante vinda do mar varre Tóquio, e prepara a cidade para o cair da noite. As escolas fecham, e as crianças correm alegres para casa.

- Aaah, é tão bom ir para casa depois de um dia estafante! Vou comer e depois logo cair na cama, isso é certo!

- Oh Bunny, só pensas em comer e dormir! - exclama Rita, fazendo uma cara de brincalhona.

- Ora, eu não tenho culpa de ter fome e sono! Tu estás é com ciúmes, ora não é Rita!?

- Eu??? Porquê que havia de ter ciúmes de uma estúpida, parva, idiota e choramingas como tu!

A cara de Bunny fica vermelha de raiva.

- EU??? Uma menina doce e gira como eu! Tu já vais ver sua... - e esta atira-se para cima de Rita.

- Pronto já sabia que não iriamos ter uma tarde sossegada, lá vêm estas duas estragar tudo...

- Ei! Meninas! Oiçam! - alerta Maria.

Rita e Bunny param imediatamente de discutir, e Joana forma a mão em concha em torno da sua orelha, tentando ouvir melhor. Ami põe-se imediatamente alerta, olhando para todos os lados, esperando ver de onde vem o som que ouve. Ao longe, ouvem-se gritos abafados. As raparigas começam a correr, orientadas pelos gritos. Quando chegam lá, deparam-se com várias pessoas fechadas num tipo de redemoinho qualquer. O redemoinho parece ser feito de uma substância negra e leve como gás.

- Oh não! O que é isto?

- Bunny, acho que é tempo de nos transformar!

- Sim!

- MOON ETERNAL!
- MARS CRYSTAL POWER!
- VENUS CRYSTAL POWER!
- MERCURY CRYSTAL POWER!
- JUPITER CRYSTAL POWER!
- MAKE UP! - gritam todas ao mesmo tempo.

Luzes de várias cores fazem-se aparecer, e desfazem-se, fazendo aparecer as navegantes.

-Ahahah, a rainha Scroll vai ficar muito contente quando vir isto! - grita uma sombra que se encontra a sobrevoar o redemoinho - AGORA! RETIRAÇÃO DAS SOMBRAS!

Dentro do redemoinho, começam a aparecer raios negros que atingem as pessoas lá dentro. Uivos de dor ouvem-se por toda a parte. Brilhos de inúmeros cristais flutuam no ar.

- Pára!

- Uh? - a sombra vira-se.

- Como te atreves a... - mas Sailor Moon não consegue dizer nada pois é forçada a saltar quando um relâmpago negro cai sobre ela.

- CUIDADO! - múltiplos relâmpagos caem sobre as navegantes, que se dispersam rapidamente. Sailor Venus observa enquanto os relâmpagos deixam buracos no chão onde acertam, engolindo em seco.

Sailor Mars aponta as suas mãos para a sombra.

- Mars! FLAME SNIPER! - uma seta de fogo voa em direcção á sombra mas esta move-se rapidamente, escapando ao ataque.

- Jupiter! OAK EVOLUTION! - grita Sailor Jupiter, girando sobre si mesma e disparando esferas verdes. Mas a sombra é esperta, e mais uma vez,escapa ao ataque.

- Ora ora, as navegantes deste planeta pensam mesmo que me conseguem vencer...? Basta de brincadeiras, não tenho tempo para isto agora, mato-vos noutra altura! Adeus!

E a sombra esfuma-se juntamente com os cristais que brilhavam no ar.

- NÃO! - gritam todas.

- Não... - murmura Sailor Moon, e cai de joelhos...

Tudo o que resta é uma estrada destruída, e um monte de corpos...


Última edição por _The_Punk_Rocker_ em Qua Nov 17, 2010 2:37 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sab Nov 15, 2008 12:30 am

Capítulo 2 - Arrufos

Bunny senta-se na mesa. Uma mão mexe devagar num copo de leite com chocolate que se encontra lá, e um pão com creme de chocolate faz contraste com o branco brilhante da mesa. Mas Bunny não parece tão entusiasmada em beber e comer. O seu olhar encontra-se posto na janela, observando o dia cinzento, mas nem lá fora ela encontra algo interessante para ver. É apenas um dia vazio. Com nada...
O telefone toca.

- Estou sim? Sim está bem. Bunny tens telefone! - diz a sua mãe tapando o auscultador ao mesmo tempo.

- Sim já vou... - Bunny levanta-se vagarosamente, deixando o pão e o copo de leite com chocolate em cima da mesa, sem lhes sequer ter tocado. Ela dirige-se ao telefone e pega no auscultador, fazendo gestos para a sua mãe ir embora. Esta sorri um pouco e desaparece na sala.

- Fala Bunny...
- Bunny preciso que venhas agora ao templo, rápido!
- Porquê essa pressa toda?
- Eu depois explico, vem já! - ouve-se Rita quase a gritar do outro lado.
- Está bem, está bem, tem calma Rita que eu já vou! Ate já! - e pousa o auscultador.

Bunny veste o seu casaco, despede-se da sua mãe, abre a porta e começa a andar. O dia está escuro e muito ventoso. Ela aconchega o seu casaco num gesto rápido, pois o frio faz-se sentir na sua pele. Ela olha para um termómetro pendurado no muro de uma casa enorme, toda pomposa, e consta que estão 2 graus negativos. "É por isso que o frio até entra nos ossos" pensa.
Poucos momentos depois os seus passos cessam á frente do templo. A escadaria enorme faz Bunny suspirar de cansaço, pois estava muito cansada de andar sempre contra o vento rua acima, rua abaixo. A muito custo ela sobe a grande escadaria e alcança a porta.

- Olá Bunny! Entra entra! - diz Rita ao abrir a porta antes que Bunny sequer lhe tenha tocado com algum dedo.

Bunny entra rapidamente para escapar ao frio. Dentro do templo estava um calorzinho aconchegador, por isso Bunny tira o seu casaco e pendura este na parede, onde muitos outros casacos estavam pendurados. Depois caminha lentamente para a sala e levantando o olhar, nota que todas as navegantes e o mascarado estão sentados nuns sofás vermelhos, grossos e com aspecto fofo. Será que Rita comprou novos sofás? Olhando para o chão vê que também num canto se encontravam Luna e Artemis.

- Oh! Olá a todos! - diz olhando á sua volta. - Então Rita, qual era a coisa tão importante que querias falar sobre?

- Olha Bunny, nós acabamos de nos reunir para falar sobre este novo incidente. Sobre este novo inimigo...

Bunny olha para Rita com um olhar baço e molhado, e arranja o seu cantinho no sofá ao lado de Gonçalo que a abraça calorosamente, beijando-a. Rita senta-se no lugar que se encontrava antes de Bunny chegar e começa a falar:

- Bem como eu e tu vimos, parece que apareceu um novo inimigo. Eu chamei-vos a todos pois gostava de falar sobre isso. Haruka, Mariana, Susana e Octávia, será que vocês sabem alguma coisa?

- Bem... - começa Mariana, abanando a sua cabeça cheia de delicados cabelos azul-esverdeados - nós não sabemos de nada. Quando vimos o que tinha acontecido nas notícias, fomos logo procurar pistas ao local, mas não encontramos alguma coisa... Só uma estrada destruída e montes de corpos... E o Deep Aqua Mirror não me mostra nada também... Estive até agora com ele ao meu lado, mas nada, apenas nada de nada. - diz olhando para baixo.

Nota-se que Rita fica um pouco desiludida com esta resposta, mas vai continuando:

- Bunny, tu foste ver como estavam as pessoas ao hospital não foste?
- Sim...
- E então?
- Bem... - começa Bunny, mas de repente sente um aperto no peito. Ela engole em seco para não deixar o choro tomar conta dela.

- Sim...? - pergunta Rita, encorajando-a.

- Eu fui ao hospital vê-las, e perguntei ao médico como estavam. Ele disse que... que... elas nem estavam mortas nem vivas. Não reagiam a nada... Respiravam, o coração batia e tudo, mas não reagiam, não falavam, não se mexiam, absolutamente nada! E do que vi, os olhos delas estavam mortos, vazios, não havia nada por dentro... – e dizendo isto, Bunny apoia a sua cabeça nas mãos soluçando. Os seu olhos começam a queimar e as lágrimas a cair - E eu nem os salvei... Não consegui... Porquê??? - soluça, chorando. Gonçalo abaraça-a, tentando consolar e Rita aproxima-se e abraça a sua amiga também.

- Não te culpes... Vais ver que isto vai acabar tudo bem... Nós vamos salvar essas pessoas! - diz Rita confiante.

- Rita... - soluça Bunny. O choro desapareçe e um pequeno sorriso triste e molhado dá lugar. - Obrigada...

- Não tens de quê... - sorri Rita. – Bem, e tu Ami, encontraste algo com o teu computador?

- Bem... - sussura Ami - só notei que as pessoas têm falta de algo importante para estarem naquele estado. Não sei bem o quê, como, ou de resto, não sei também absolutamente nada!

Pela primeira vez na vida, a navegante mais inteligente que o mundo alguma vez viu não conseguiu arranjar algumas informações.

- Então estamos completamente sem pistas...

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Uma pequena névoa branca vizualiza-se na escuridão daquele lugar. Formações de pedra, parecidas como pilares brancos destruidos aparecem aqui e ali. No meio de este lugar místico, encontra-se um espelho, fundo e negro, e á frente desse espelho, uma silhueta de joelhos, juntando as suas mãos revestidas de unhas grandes e pegajosas, juntas mesmo ao pé do vidro. Á volta da silhueta encontram-se milhares de pequenos brilhos, fazendo lembrar estrelas. Estes circulam lentamente á volta da silhueta e do próprio espelho.

- Ó escuridão das profundezas, ó minha mestra coberta nos mantos negros da morte, minha rainha, por favor apareça!

Uma sombra aparece dentro do espelho. Uma voz muito rouca e fraca ecoa pelo lugar.

- Então Scroll... estava á tua espera... estou a ver que encontraste as Essências que tanto precisava. Que lindo brilho que elas têm também... Até lhes sinto o poder... - diz a custo.

- Sim minha rainha. - diz Scroll - Acabadas de ser retiradas dos humanos.

- Hm... Isto deve chegar para o que preciso, por agora... Obrigada Scroll... Mas preciso de mais... Vai apanhar ainda mais Essências. Encontra as que puderes... Vai! - ordena.

- Sim minha rainha. - diz Scroll, desaparecendo na escuridão.

A sombra fica quieta como se estivesse a olhar para algo á sua frente.

- Hmpf... Vão ver... nada nos pode parar agora. - diz sozinha.
Virando-se desaparece algures dentro das profundezas do espelho.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Bunny vagueia pelas ruas de Tóquio. "O dia começou mal" pensa, agarrando o seu guarda-chuva. Nuvens cizentas cobrem os céus como uma cortina grossa e encharcada, chuva molhada cai intensamente sobre a cidade, e rajadas de vento fazem Bunny quase levantar vôo. Bunny anda devagar, agarrando com força o seu guarda chuva, e para não escorregar em alguma poça de água. Pouco depois, encontra-se toda encharcada na escola. Cheia pelas bordas como sempre.

- Bunny Tsukino! Então por uma vez na vida a menina decidiu chegar cedo! – berra alguém atrás dela. Bunny assusta-se e volta-se rapidamente.

- Ó stôra, sim! - diz Bunny com um sorriso divertido.
- Hmmm! Será que aconteceu alguma coisa? Está tudo bem contigo Bunny?
- Oh, comigo está tudo bem, o que havia de ter acontecido stôra??? - disfarça Bunny.

A professora lança um olhar, um olhar daqueles que vêm a pessoa por dentro como se de raio-x se tratasse. Bunny engole en seco. A professora dá a volta, e vai embora pelos corredores.
"Ufa!" Bunny encosta-se á parede aliviada. As suas amigas vão chegando e em silêncio, entram na sala de aula onde as aulas começam. A campainha toca.

- Bem meninos e meninas, quero apresentar uma nova aluna que vai andar na vossa turma! - e virando-se para a porta, diz baixinho - Podes vir!

Uma silhueta escondida nas sombras que a porta fazia, dá um passo na luz. A figura que aparece no lugar da sombra escura, é alta e tem um smoking preto a cobrir o topo do seu corpo. Espetados no smoking, encontram-se vários alfinetes, e algumas correntes penduradas aqui e ali. Alfinetes com uma roda redonda com coisas escritas também se salpicam entre correntes e o preto do smoking. Uma coleira de algum tipo, aperta á volta do seu pescoço. Calças pretas com inúmeros fechos prateados, e uns sapatos castanhos e pontiagudos fazem-se vizualizar á luz gerada pelas lâmpadas da sala de aula. Um cabelo curtinho, vermelho vivo, um tampão pendurado numa das suas orelhas e montes de maquilhagem preta vão aparecendo lentamente. Um grande sorriso pintado de preto brilha por toda a sala. Parece muito simpática. Mas parece que muitos não gostaram. Grande parte da turma fica boquiaberta a olhar como se fosse um extraterrestre caído na terra. Depois de este impacto alguns risinhos e sussurros fazem-se ouvir pela sala de aula. Desses sussurros dá para entender algo como "Olha para ela..." e "Olha a porcaria das roupas dela! Parece um espantalho!" - riem alguns alunos á sucapa. A rapariga dá mais uma passo para a frente.

- Olá, o meu nome é Sirida e tenho 16 anos. Espero que nós tenhamos um tempo bom juntos.

O resto da turma dá as bem-vindas á rapariga, que por sua vez se senta num lugar livre encostado á parede. Mas os risinhos falsos e os sussuros teimam em não parar...

Durante o recreio, Bunny olha para a rapariga apresentada recentemente com curiosidade. A rapariga está sozinha sentada a um canto olhando em vazio. O resto da turma está a desfrutar completamente do "sagrado" recreio, falando, gritando e correndo. Bunny decide-se por ir falar com ela. Com passos definidos, vai se aproximando.

- Olá!
- Olá... Ei! Tu és aquela rapariga da turma... Como te chamas? Bunna? Bona?
- Não, chamo-me Bunny! O que é isso que tens aí? -sorri.
- Isto? Ahh um pacote de gomas... Queres algumas Bona?

Os olhos de Bunny brilham de felicidade.

- Claro! - e pega logo de uma punhada - e o mfeu nomfe éf Bunny!- diz com a boca cheia de gomas.

Pouco tempo depois Bunny e Sirida falavam animadamente, como se fossem amigas de longa data. Bunny já tinha feito uma nova amiga.
Entretanto as outras vão-se se aproximando depois de passarem algum tempo na casa de banho, e juntam-se á conversa. No fim das aulas saiem todas juntas da escola, passeando pelas ruas movimentadas de Tóquio, numa tarde fria e nebulada. A chuva e o vento tinham cessado por volta do meio-dia, mas o frio e as nuvens não sairam do sítio.
Sirida morava num apartameneto algures na cidade. Era num prédio pintado de um branco que reflectia muito bem a luz do céu, e buracos com algo verde aqui e ali. Convidaram Sirida a ir com elas para o templo e estudar mas esta disse que não tinha tempo. Acenaram adeus a Sirida, e deram rumo ao templo de Rita onde iriam estudar esta tarde.
De repente, quando passavam uma passadeira com muito pouco espaço, uma mancha negra, meia transparente, aparece no céu. Essa mancha vai ficando cada vez mais grossa e opaca, até dar a forma a uma figura escura. Essa pousa no chão e vai-se notando um vestido cinzento-escuro, com uma grande capa da mesma cor. O seu cabelo negro dissipa-se na sua cara meia acinzentada, e os seus olhos vermelhos fazem lembrar sangue. As multidões de pessoas olham horrorizadas para a figura que acabou de cair do céu.

- Sim, tantos brilhos! Até lhes consigo sentir o cheiro! Bem... Não há tempo para conversas. MORRAM! - e dito isto, um redemoinho negro começa a engolir pessoas para o seu interior. Carros despistam-se, embatendo nos prédios, provocando fumo e fogo.

As navegantes correm rapidamente, escondendo-se atrás de um carro estacionado perto do vulto.
- Meninas parece que está na hora de lutar!
- Sim!

- MERCURY CRYSTAL POWER!
- MARS CRYSTAL POWER!
- JUPITER CRYSTAL POWER!
- VENUS CRYSTAL POWER!
- MOON ETERNAL!
- MAKE UP!

- Pronto, agora está na hora de retirar o vosso brilho! Reti...

- Pára imediatamente! – ouvindo isto, a figura volta-se, espantada. No cimo de um prédio, encontram-se cinco silhuetas.
- Como te atreves a atacar pessoas inocentes, e deixá-las num estado que nem podem se divertir nem falar! Somos as navegantes, e em nome da Lua vamos castigar-te!

As silhuetas saltam do cimo prédio, chegando ao chão. No que eram cinco sombras, agora aparece a Sailor Mercury, Sailor Mars, Sailor Jupiter, Sailor Venus e Sailor Moon. Todas com um olhar zangado e sério.

- Olhem, as queridas navegantes deste planeta decidiram aparecer de novo...

O redemoinho disspa-se, e as pessoas lá dentro fogem, gritando horrorizadas.

- Quem és tu? - pergunta furiosamente Sailor Jupiter.

- Não me apresentei ainda? Desculpem o meu atrevimento... Eu sou Kzinscha, uma das grandes caçadoras de Essências do Reino das Sombras! Agora que me apresentei... Morram! - uma esfera negra forma-se entre as mãos de Kzinscha, dando lugar a um pilar negro que a grande velocidade, se dirige contra as navegantes. Estas escapam mesmo a tempo de o ataque as atingir.

- Que queres?? - berra Sailor Moon - não te vou deixar fazer estas pessoas como fizeste ás outras! Que lhes fizeste??? Diz!!!

- Queres saber o que lhes aconteceu? Elas estão sem a sua Essência minha querida...

-E... Essência? - a cara de Sailor Moon contorce-se como um ponto de interrogação.

- Não interessa agora, pois vais ficar também sem a tua! RETIRAÇÃO DAS SOMBRAS! - Kzinscha cruza os braços á sua frente, e um raio negro forma-se, voando até Sailor Moon.

- MARS! FLAME SNIPER! - uma seta vermelha incandescente atinge a o raio, dando lugar a uma pequena explosão, atirando Sailor Moon ao chão. As outras navegantes ajudam Sailor Moon a por-se de pé novamente.

- Não vais vencer! Nunca irei deixar! - diz Sailor Moon decidida. Uma luz cor de rosa aparece na sua mão, dando lugar ao Tier.
- O Tier... Apareceu... Mas como é p... - murmura.

- Ai não? Toma isto! – mais raios negros voam em direcção a Sailor Moon.

Uma rosa corta o ar abruptamente com um ruído forte, atingindo e impedindo os raios de chegar ao seu destino. Kzinscha olha espantada para de onde a rosa surgiu. Em cima de um carro encontra-se um homem com um chapéu alto, fato e um grande manto preto.

- A luz que está dentro de cada um, não deve ser retirada e absorvida pelo o mal.

- Tuxedo Kamen! - brame Sailor Moon. - Vieste!
- Agora meninas! - diz.

- Vamos lá! - diz Sailor Jupiter. - Vamos vencer este demónio de uma vez por todas!

- Sim!

- SHABON SPRAY! - uma névoa com cheiro a sabão envolve todo o lugar. Com isso desaparece a possibilidade de conseguir ver alguma coisa.

- SPARKLING WIDE PRESSURE! - um disco de raios atinge Kzinscha, combinado com um raio amarelo vindo de Sailor Venus. Kzinscha é atirada contra uma parede, caindo no chão com força.

Sailor Moon ergue o Tier. Um brilho dourado surge do seu topo.

- Silver Moon Crystal Power Kiss! - raios dourados atingem Kzsinscha, dando lugar a um monte de penas circulando ao sabor do vento. Kzinscha sente como o seu corpo desintegra-se. O corpo começa a derreter, dando lugar a um líquido preto, combinado com um tipo de fumo grosso e abafado a esvoaçar do seu corpo.

- O que me está a acontecer??? O que é isto!? Tu vais pagá-las! RAIZES NEGRAS!

Tudo acontece muito rápido. Raizes surgem do chão agarrando as navegantes e Tuxedo Kamen, eletrocutando-os. Gritos de dor ecoam por toda a parte.

- Então dói? - diz Kzinscha levantando-se, e com a mão a comprimir a sua barriga, exclama - Agora vão ver! - e cruzando as suas mãos á sua frente a muito custo, grita - Morram! RETIRAÇÃO DAS SOMBRAS!


Última edição por _The_Punk_Rocker_ em Qua Nov 17, 2010 2:39 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sab Nov 15, 2008 12:32 am

Um raio de luz negra dirige-se a alta velocidade para as navegantes envoltas em grossas raizes. Um único pensamento invade a mente de Sailor Moon. Este é o fim. Acabou. Vão acabar como aquelas pessoas. Vivas e sem vida... Com nada, nada, nada por dentro... O fim de tudo...
O raio de luz negra aproxima-se... Até consegue ouvir os pequenos barulhos de eletrecidade mortífera que aquele raio emite. Pouco a pouco, o raio voa cada vez mais perto. É uma questão de segundos antes que o raio os atinja, e os seus corpos com vida mas sem vida caiam ao chão com um pequeno baque.
Sailor Moon fecha os olhos.
Um grito faz-se ouvir. Sailor Moon abre os olhos, deparando-se com uma luz dourada que apareceu no meio do nada. O raio desaparecera. Kzinscha encontrava-se desmaiada, encostada a uma parede, o seu corpo era meio líquido, meio fumo.
A luz dourada brilha intensamente, e de repente, Sailor Moon e os outros vêem as raízes, que antes quase os estrangulavam, desfazerem-se em mil bocados, esvoaçando por todo o lado e desaparecendo quase de seguida.

- Mas... O que é isto...?

A luz dourada desaparece tão abruptamente como tinha aparecido, deixando as navegantes e Tuxedo Kamen cheios de perguntas. O que seria aquilo?
Um pequeno gemido vem da parede. Todos viram-se rapidamente olhando para Kzinscha, que por esta altura estava quase morta.

- Vo...cês...vão......veeeer... - geme, levantando a sua mão lentamente. As navegtantes e Tuxedo Kamen colocam-se logo em posição de defesa, prontos para enfrentar qualquer ataque.
Uma luz dourada sai do corpo de Kzinscha, juntamente com um grito alucinante. Pouco a pouco o seu corpo desintegra-se. A luz dourada cessa, e Kzinscha geme baixinho.

- Eu voltarei...

- ESPERA! - grita Sailor Júpiter, correndo, mas foi tarde demais. Kzinscha desaparecera.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Mariana segura o Deep Aqua Mirror nas suas mãos, olhando para este. Mas sem resultado. A única coisa que vê é os seus olhos azuis e o seu cabelo longo e azul-esverdeado, caindo suavemente sobre os seus ombros. Pousando o espelho com cuidado na mesa de cabeceira ao lado da sua cama, suspira tristemente.

- Então Mariana? - a rapariga de cabelo loiro curto, aparece atrás dela, sorrindo.

- Nada apenas Haruka... - diz baixando o olhar.

Haruka aproxima-se por trás, metendo as suas mãos na cintura de Mariana. Mariana vira-se lentamente, e as suas bocas acabam por se encontrar num beijo romântico e acolhedor. Até se sente o calor transmitido pelas suas bocas.
De repente, um clarão azul-esverdeado brilha bruscamente. Haruka e Mariana viram-se, surpresas. O clarão vem do Deep Aqua Mirror, qual brilha tão intensamente que até é capaz de cegar.

- O que estará a acontecer??? - grita Haruka.

O clarão dissipa-se, e o Deep Aqua Mirror começa a flutuar. Dentro do espelho aparece algo brilhante em forma de espiral.

- Que é isto???

- Será... a Via Láctea? A nossa galáxia? - clama Mariana, surpreendida.

A galáxia reflectida no espelho é coberta por uma mancha negra, vinda do nada. Essa mancha começa-se a alastrar para outras galáxias á volta, resultando em tudo envolto num manto negro, cheirando a morte. Então uma explosão apocalíptica abala tudo. E o cenário vai desaparecendo até voltar a ser o espelho reflectindo o quarto e as caras surpresas de Mariana e Haruka.

- Não pode ser... - murmura Haruka.

"Salvem o universo..." - diz uma voz clariosa, fininha e doce.

- Quem és tu? - Haruka olha suspeitamente para o espelho que ainda flutua no ar.

"O Universo está em perigo... Um inimigo muito mais poderoso que o Caos está a aproximar-se. Se esse inimigo acordar será o fim de tudo! Ele irá envolver o universo nas suas mãos envenenadas, matando tudo ao seu redor!" - diz a voz, com um tom melancólico.

- Mais forte que o Caos...!? - exclama Mariana horrorizada.

"Sim... Por favor encontrem a mística querreira. a Esquecida, a única com o brilho incadescente. O brilho que é capaz de iluminar o Universo, e salvá-lo da destruição e dos horrores sombrios da morte." - e com isto a voz cala-se, e o Deep Aqua Mirror pára de flutuar, caindo pesadamente em cima da cama. Mariana e Haruka estão paralizadas de terror, incapazes de mexer um único músculo. Só algum tempo depois se atrevem a mover-se.

- A Esquecida hein?

- Mas... Tens ideia de quem seja? - pergunta Mariana, pegando lentamente no Deep Aqua Mirror.

- Não... E acho que sabes o que temos a fazer a partir de agora...

As duas acenam simultâneamente.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Minha rainha... Ajude-me!

Um vulto negro encontra-se deitado no chão. Algum tipo de líquido negro e viscoso envolve o seu corpo, ao mesmo tempo que fumo negro esvoaça.

- Kzinscha!? O que aconteceu?

- Minha Alteza, por favor ajude-me... Estava a tentar tirar as Essências áquelas pestes das navegantes, e... AIIIIIIIIIIII!

Um clarão dourado surge do seu corpo, esfumaçando Kzinscha ainda mais e fazendo com que ela caia inanimada no chão. Scroll olha com surpresa para este cenário. Com um gesto seu, Kzinscha desaparece num brilho vermelho, incluindo ela própria. Pouco tempo depois encontram-se á frente de um enorme espelho, rodeado de uma leve neblina.

- Ó escuridão das profundezas, ó minha mestra coberta nos mantos negros da morte, minha rainha, por favor apareça! – brame, ajoelhando-se.

Uma sombra negra aparece, vinda das profundezas do espelho.

- O que foi... Porque me acordas!?... Eh... O que tens aí? – murmura a custo.

- Esta é uma caçadora de Essências. Apareceu repentinamente a minha frente neste míserável estado.

Scroll mal acabara de dizer isto, e o mesmo clarão dourado que antes aparecera, brilhava outra vez, agora combinado com raios doutrados que saiem do corpo de Kzinscha, e esta inanimada, acorda e gritando e uivando, desmaia outra vez ao mesmo tempo que a luz desaparece.

- Esse brilho...! - exclama a sombra na sua voz rouca e fraca.

- Sim minha rainha, sabe o que é?

A sombra faz um pequeno gesto com a sua mão. Um espelho aparece do vazio, engolindo o corpo frágil de Kzinscha para as suas profundezas.

- Esta caçadora foi atingida pelo brilho, o brilho outrora esquecido, o brilho que tanto procuramos, o único brilho que pode pôr fim a todos os nossos planos... – a sombra respira a muito custo, como se alguém a estrangulasse - A Esquecida!

- A Esquecida? – exclama Scroll, muito surpreendida

- Sim! - afirma a sombra - Esta caçadora foi atingida pelo seu brilho e agora uma parte deste está dentro de si, não vai parar enquanto não a destruir por inteiro...
Por isso a coloquei dentro deste espelho. Dentro do espelho existe um espaço paralelo á dimensão do mundo real, do mundo que te encontras... E esse brilho que a quer destruir só consegue funcionar nessa dimensão. Dentro do espelho só fica dentro dela, mas não a destrói. Ela agora não pode fazer mais nada... Tem de permanecer dentro do espelho por agora...

- Oh não... – murmura Scroll.

- Scroll, a única coisa a fazer, é prosseguir com a procura de mais Essências... Não me consigo aguentar durante muito mais tempo... Vai! - ordena.

- Sim, minha rainha! - diz Scroll, fazendo uma grande vénia.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Um céu completamente negro. Pedaços que giram com o vento. Uma cidade prestes a ser engolida por uma bola negra, que furiosamente destrói e engole tudo no seu nada. Tudo escuro... Raios negros por toda a parte. Prédios que desabam sobre si mesmos. Gritos alucinantes ecoam por toda a parte. Pessoas atingidas por raios negros... Dos seus peitos sai algo brilhante que é imediatamente engolido pela escuridão. Destruição total...

De repente, abre os olhos. "Onde estou?" pensa. Depois de olhar em volta, consta que se encontra no seu quarto. Olha para a prateleira, onde o ursinho cor azul lá colocado parece que a observa. Desviando o olhar para a janela vê uma luz clara e rosada no horizonte atrás, dos prédios da imensa cidade. Está a amanhecer.

- Kakyuu? Que foi?

Esta vira-se e depara-se com um vulto alto de cabelo curto com o cabelo atado pendurado ao longo das suas costas, olhando para ela na entrada do seu quarto com uma cara estremunhada. Mas os seus azuis olhos observam-na intensamente.

-Fighter... Tenho algo para vos contar...


Última edição por _The_Punk_Rocker_ em Qua Nov 17, 2010 2:40 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sab Nov 15, 2008 5:35 am

Punk-chan

Continua
Quero mais
E mais e mais

*happy*

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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sab Nov 15, 2008 2:11 pm

Sim o capítulo 3 ja está quase pronto! Talvez hoje ou amanhã esteja! Ainda bem que gostaste! :)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Dom Nov 23, 2008 3:07 pm

Surprised
boa fic, punk
nada má
continua *.*
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sab Nov 29, 2008 6:18 pm

Obrigada arika! O capítulo vem já a seguir!
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sab Nov 29, 2008 6:24 pm

Capítulo 3 – Starlights

- Ahhhh... Estou cheia de sono, porque me acordaste Haruka?
- Temos que falar... O pequeno almoço está na mesa, encontramo-nos lá daqui a pouco. – e com isto, Haruka sai do quarto rapidamente.
Octávia boceja, esfregando os olhos. Destapando-se a muito custo, pois o frio do ar do quarto até corta os ossos, levanta-se, pega num vestido e numa camisola cinzentos e veste-se com movimentos rápidos. Porquê que a Haruka a tinha acordado áquela hora? Octávia olha de relance para o relógio digital em cima da sua mesa de cabeceira, constando que são apenas 5 horas da manhã. A Haruka devia estar maluca em a acordar nessa hora. Mas não resistindo á curiosidade de saber o que ela queria contar, abre a porta do seu quarto e desce as escadas num ápice. Á mesa estão sentadas Haruka, Mariana e Susana. Um cheirinho agradável a comida paira no ar. Em cima da mesa estão diversos pães com fiambre e manteiga á espera de serem devorados. No lugar vazio que as outras deixaram na mesa, encontra-se um copo branco e reluzente, cheio de leite quente com chocolate. Ao menos fizeram um pequeno-almoço que tinha aspecto gostoso. Octávia não se sentia tão entusiasmada em falar sem comer. Pegando num pão, senta-se ao lado de Susana, que come silenciosamente.

- Bem... – começa Haruka – Desculpem eu e a Mariana vos acordar tão cedo, mas temos uma coisa para vos contar...

- Ai sim? Não podia esperar para depois? Sabem, é que eu detesto ser acordada a esta hora... – diz Susana, um pouco irritada.

- Desculpa Susana, mas não fariamos isso se não fosse algo importante...

- Vá lá, desembuchem! – diz Octávia com a curiosidade a fervilhar.

- Bem... Ontem o Deep Aqua Mirror mostrou-nos algo... Começou a brilhar e a mostrar um cenário horrível... O fim do universo...

Ouvindo isto, Susana cospe o café que estava a beber.
- A mostrar o fim do universo!? - diz horrorizada.

- Sim... E depois apareceu uma voz a avisar-nos de algo grave a aproximar-se, que nos temos de despachar a encontrar uma tal Esquecida... – diz Mariana num expiro.

- A Esquecida? – Octávia olha para Haruka, surpresa.

- Sim... Vocês têm a mínima ideia de quem seja?

Susana e Octávia abanam as suas cabeças, num sinal de que não sabem de nada. Vendo isto Haruka enconsta-se de novo para trás na sua cadeira.
- Tenho um pressentimento que isto tem a haver com o que aconteceu estes últimos dias... Aparece um novo inimigo... O espelho mostra o fim do universo... Tenho a certeza que os dois casos estão ligados um ao outro...

- Mas... mas quem será essa tal Esquecida? Será que não podemos vencer o que está para acontecer sem ela? – pergunta Octávia mexendo no seu copo com a pequena colher azul-bebé.

- Não sei... Mas ao menos eu e a Mariana vamos tentar! Não iremos ser fáceis de domar! – Mariana olha para Haruka e esboça um sorriso.
- Ei, vocês estavam a pensar irem sem mim? – Susana sorri ela também.

- E eu? Vou ficar aqui a arrumar a casa? Ai isso não... Contem comigo! – Octávia levanta-se tão bruscamente que a cadeira até cai para trás.

- Obrigada. Não irei deixar que este universo seja destruído. Apenas não deixarei! Temos de encontrar uma solução para isto e rápido.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Fiter brilha no céu, aquecendo tudo e todos. Pessoas apanham banhos de luz nas imensas praias de areia branca e reluzente de Lulisant. Nas ruas, diversas lojas anunciam diversos produtos nas suas montras, como tapetes que limpam o chão, chá que alivia as dores de cabeça e as folhas de papel que nunca se desfazem apanhando água, as únicas desse tipo em todo o Kinmoku. Como é de esperar neste dia agradável, o trânsito está insopurtável, enervando muita gente. Montes de pessoas enchem as ruas a ponto que o movimento é impossível. O calor é intenso. O ar pesado.

- Raios, este trânsito está impossível! VÁ LÁ, PODEM-SE MEXER?

- Tem calma Healer, com essa pressa toda ainda nem chegamos ao destino!

- Chegávamos mais rápido se aqueles parvos se mexessem!

Maker suspira e encosta-se confortávelmente no banco. Aquela Healer não tem cura. Sempre a mesma quando há engarrafamentos. Maker olha para a janela, observando o exterior. Fumo grosso e opaco sai dos canos de escape dos múltiplos veículos que rodeam a rua. Vendo isto suspira. A Healer tem razão, com este trânsito não chegamos a lado nenhum. O som das buzinas dos veículos é insopurtável. Maker suspira de novo. Por favor, algum milagre, sim?

- ALI! ALI ESTÁ UMA SAÍDA!

Dito isto, Healer gira o volante bruscamente. Com um grande solavanco que assusta Maker, o veículo move-se rapidamente para a abertura que se formou entre outros dois. Mas elas não são as únicas a descobrir a saida. Outro veículo dirige-se rapidamente para o mesmo lugar. Healer não liga nenhuma e continua conduzir a toda a velocidade.

- HEALER O QUE ESTÁS A FAZER? PÁRA!

- Não te preocupes que chegamos a tempo... – diz Healer descontraída.

- NÃO CHEGAMOS NADA, QUERES-NOS MATAR!? PÁRA POR FAVOR! – grita Maker muito pálida e com o horror a estrangular-lhe o pescoço, tentando agarrar o volante.

- Tem calma Maker, nós chegamos...

E dito isto o veículo entra na saída suavemente, mesmo antes que o outro pudesse chegar a tempo.
- Eu não te disse? – diz Healer triumfante – Nós somos mais rápidas!

Maker, ainda muito pálida, encosta-se devagar no seu banco. Engolindo em seco, olha de novo para a janela. Tinham deixado a estrada cheia de veículos atrás de si, agora tudo o que se via era alguns veículos e alguns prédios de várias cores, salpicados aqui e ali. Menos pessoas caminhavam na rua, mas o calor continuava a ser abafante. De repente, Healer carrega na travagem, e o veículo pára com um abanão á frente de um prédio alto, pintado de vermelho vivo, que com o luz do sol parecia que ardia, queimando os olhos. Com um bocado de custo, Maker abre a porta e sai para a passadeira. Healer faz o mesmo, trancando as portas do veículo ao mesmo tempo. As duas dirigem-se para a entrada do prédio, abrindo a pesada porta de vidro. No corredor, um cheiro nauseante a lixívia e amoníaco entra nas suas narinas, fazendo com que Healer tape o nariz com uma mão, fazendo uma careta. Elas vão subindo as escadas de pedra cinzenta até chegarem ao segundo andar. Maker leva a mão ao seu bolso, mexendo até encontrar as suas chaves. As duas caminham para uma porta castanha e com algumas fendas superficiais, no fundo do corredor, e com um barulho metálico metem a chave na ranhura e abrem a porta. O cheiro irritante é imediatamente substituido por uma fragância agradável e acolhedora. Sim, agora estão em casa.

- Bom dia! – grita Maker para o interior daquele místico e agradável espaço.

- Ora viva! Como correu a viagem? – diz Fighter, caminhando lentamente para elas.

- Correu muito bem! – Healer sorri de orelha a orelha.

- Sim, menos quando tu quase que nos matast... AI! – Maker aperta o seu braço dorido, depois de Healer lhe ter dado uma dolorosa cotovelada.

Fighter observa as duas com uma expressão de curiosidade, mas a sua cara desanuvia logo de seguida, abafando os risos. As três dirigem-se para a sua cozinha, onde o mármore branco imaculado reflecte as suas caras. Sentada a um canto da mesa com uma toalha ás frutinhas de várias cores, encontra-se Kakyuu.

- Healer, Maker, por favor sentem-se, ou arranjem um lugar confortável... Tenho uma coisa a dizer...

- O que foi? – pergunta Maker, observando a expressão preocupada de Kakyuu. Rapidamente pega num copo de água para de refrescar, enquanto se senta.

- O que aconteceu? – Healer também nota a preocupação de Kakyuu.

- Está a chegar... O fim está se a aproximar...

Ao ouvir isto, Healer e Maker dão um salto.
- O que estás prai a dizer!? – Maker não acredita nos seus ouvidos.

- O fim está próximo... Se não a encontrarmos... Receio o que irá acontecer... – e dito isto, Kakyuu deixa a sua cabeça cair entre as mãos, num sinal de desespero.

- Mas... O que queres dizer?

- Eles voltaram Maker... As Sombras voltaram...

E dito isto, Maker deixa cair o seu copo, que desfaz em mil pedaços com um pequeno estrondo.


Última edição por _The_Punk_Rocker_ em Qua Nov 17, 2010 2:42 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sab Nov 29, 2008 6:37 pm

Sozinha...

Rita caminha pelas ruas vazias... O céu está negro, envolvendo tudo em sombras. A atmosfera pesada. Uma aura escura e sombria paira no ar como um cobertor abafante. Um pequeno arrepio percorre-lhe a espinha. Algo está atrás dela...

- Quem és tu? – grita, virando-se. Mas tudo o que vê é uma escuridão sombria e vários prédios erguidos entre as sombras. Rita olha intensivamente, mas vendo que nada se encontra lá, vira-se e continua a sua caminhada sem fim.

Eu vou sugar o teu espírito, a tua essência... Vou sugar tudo o que está dentro de ti... Vou-te deixar vazia... Vou sugar-te... Manipular-te...
Torturar-te... Destruir o teu ser por completo...


- QUEM ESTÁ AI? – o silêncio é insurdecedor. A aura ainda mais pesada. Rita sente uma enorme dor de cabeça. Uma sensação aguda.

Prepara-te... Vou sugar-te... Manipular-te... Torturar-te...

A dor aumenta de intensidade, espalhando-se por todo o corpo. Rita comprime levemente a cabeça com as suas mãos. O que será esta voz? Esta sensação... Estes arrepios... De repente começa a correr... Corre... corre... corre nas ruas escuras sem fim... Grita, mas ninguém a ouve.

ESTÁS MORTA SAILOR MARS!

De repente um explosão violenta atira Rita violentamente contra o chão, ferindo-a. Levantando-se a custo, Rita olha para cima. Uma bola negra envolveu metade da cidade, despedaçando tudo furiosamente. Pessoas correm aterrorizadas, vindas da escuridão. Mútliplos vultos negros disparam raios, atingindo várias pessoas de uma só vez. Gritos insurdecedores ecoam aterrorizados entre os prédios. Manchas e salpicos de sangue, pegajoso e vermelho, cobrem o chão aqui e ali. Inúmeros brilhos enchem o ar. Rita apercebe-se de que são essências. A bola negra vai pouco a pouco aumentando de volume. Os gritos tornam-se cada vez mais altos. No meio da confusão, Rita avista repentinamente um vulto no cimo da esfera negra. Dois olhos brilham intensamente de vermelho. O vulto parece ter uma capa negra tapando todo o seu corpo, apenas deixando os olhos brilharem na escuridão. Á volta do vulto paira uma aura vermelha.

Encontraste-me Sailor Mars?

Rita olha como hipnotizada. Quem será?

Parece que sim... MORRE!

Da esfera negra saem rapidamente dois raios negro-avermelhados, voando muito rápido contra Rita. Ela vê-os mesmo a tempo e conseque escapar ao ataque, desviando-se dele. Mas o caso parece ser mais difícil. Mútliplos raios dirigem-se logo de seguida contra Rita.

Rita pensa que não há nada a fazer. Desta vez ela não escapa. E fechando os olhos, espera pela morte. Mas nada acontece. A única coisa que muda são os sons. De repente tudo fica silencioso de novo.

- Sailor Mars?

Rita abre os olhos com cuidado. O cenário já não é o que era. Tudo tinha parado, como se alguém tivesse parado o tempo. Mas outra coisa chama a atenção de Rita. En cima da esfera negra já não está o vulto encapado com os seus olhos brilhantes, mas sim uma luz dourada, suave e macia, como se alguém tinha descoberto o cobertor abafante que envolvia a cidade e permitindo de novo a respiração.

- Quem és tu? – pergunta, fazendo uma pala sobre os olhos.

- Eu sou a luz que te veio avisar! – ouviu-se uma voz clariosa e fininha, como de se uma flauta tratasse. – Eu vim-te avisar o que está para vir. Desculpa não te ter prevenido antes de começar a mostrar isto. Mas eu tinha de o fazer.

- Porquê?

- Porque isto vos irá ajudar a compreender melhor o que está para vir. Que isto vos irá ajudar com a vossa batalha.

- A nossa batalha? – pergunta Rita.
- Sim. O que não devia acontecer está a acontecer de novo. E mais uma vez precisamos de anular o que está para vir antes que saia da sua caixa.

- O quê? – pergunta Rita incrédula. – O que está para vir? Temos um novo inimigo? Isto já aconteceu antes!?
- Sim. Um novo inimigo está a envolver o universo no seu manto escuro e horrível, como outrora fizera. O cheiro da morte está lentamente a envolver o universo. Vocês têm de se preparar. Esta batalha não é nada comparado com todas que vocês travaram antes. Isto é a sério. Se o inimigo ganhar, tudo estará perdido. Nada irá restar senão a própria escuridão mortal.

- Mas... Quem é o nosso inimigo!?- pergunta Rita horrorizada.
- A única coisa que posso dizer é que... O vosso inimigo é a própria fonte do mal no universo.

E dizendo isto desaparece tudo. De repente Rita encontra-se de novo á frente do seu fogo, que arde furiosamente. “O que foi isto?” pensa concentradamente. A algum custo, levanta-se. As pernas parecem de chumbo, e com passos pesados dirige-se lentamente para a sala onde o seu intercomunicador se encontra em cima de uma baixinha mesa de cabeceira, coberta por um pano branquíssimo e bordado.

- Meninas preciso que me encontrem no templo agora. Por favor venham o mais rápido que puderem!

E dito isto desliga o aparelho, limitando-se a olhar a sua frente. Com os passos ainda mais pesados, sai para o pátio. O tempo está tempestuoso, nuvens negras e ameaçadoras cobrem o céu e um ventinho gelado envolve Tóquio. “A neve não tarda...” pensa. E pensando isto, aconchega o seu fato junto ao pescoço, voltando para dentro. Pouco tempo depois, uma pequena batida na porta faz-se ouvir. Rita caminha lentamente para a porta abrindo-a. Lá fora estavam as suas amigas.

- Entrem, entrem... – diz fazendo um gesto para elas entrarem.

- O que foi Rita? Queres falar sobre o quê?

- Por favor sentem-se primeiro... – diz Rita fechando a porta.

Em cima da mesinha na sala, encontram-se os copos de chá que largam pequenas bafaradas pálidas de vapor, dissipando-se tão rápido como surgiram. A mesinha onde todas se costumam sentar todas as tardes a fazer os deveres, está agora coberta com um paninho branco, com uns bordados coloridos e floridos nos cantos. As três raparigas entram calmamente, ajoelhando-se cada uma em cada lugar. Visto que todas estão bem instaladas, Rita apressa-se a sentar, para mais rápido contar o sucedido. Levanta o olhar e olha a volta da mesa. Só então é que ela vê que um lugar está vazio.

- SERÁ QUE ELA NUNCA VEM A TEMPO!?
- Meu deus, tem calma Rita. – diz Joana coçando a cabeça.

- Calma? CALMA!? EU VOU MOSTRAR-LHE A CALMA QUANDO AQUELA CABEÇA OCA CHEGAR! VOU-LHE ARRANCAR TUDO E MAIS ALGUMA COISA, VOU DECAPITÁ-LA, VOU ESGARANH...

Nesse preciso momento, três suaves batidas fazem-se ouvir na porta. Rita levanta-se bruscamente, e vai, fervilhando, abrir a porta á pessoa que está lá fora. Preparando-se para dar um sermão a Bunny que como sempre chegara atrasada, fica espantadíssima quando vê Sirida a sorrir lá fora.

- Sirida? Olá...
- Olá Rita, estava a passar por aqui e decidi visitar-vos. Brrrr, que frio que está posso entrar? Ou cheguei em má altura?

- Não claro, podes entrar... – e dito isto estende a mão, signalando para que Sirida entre.

Sirida entra rapidamente para fugir ao vento e ao frio do exterior. O ar agradávelmente quente de dentro do templo faz-lhe sorrir de conforto. Rita fecha a porta atrás dela e entra na sala, com Sirida ao seu lado. Deparando com as raparigas a volta da mesinha, Sirida sorri de novo.

- Não sabia que tinhas aqui a malta toda, Rita! Tens a certeza que não vim num momento impróprio?
- Não Sirida, não sejas parva, só pensamos em falar como não temos mais nada para fazer hoje, só isso! Mas diz-me, eu nunca te mostrei o templo, como sabias que eu morava aqui?

- Oh Rita, tu falaste sim que moravas no templo Hikawa, então eu pensei em visitar-te. Sabia onde era, pois a minha avó é uma grande fã do senhor que também mora aqui!

Ouvindo isto, os olhos de Rita esbugalham-se completamente. Fã do avô??? Vendo a cara das outras, observa que ela não foi a única a pensar no mesmo. Especialmente Joana, parecendo que levou com um mata moscas no nariz.

- O que foi? Sentem-se bem? – diz Sirida, tentando esconder um pequeno sorriso.
- Nada, nada... Bem senta-te ali no lugar vazio, eu vou buscar outro chá e almofadas para a Bunny. – e caminha para a cozinha.

- É verdade onde está a Bunny? – diz Sirida, sentando-se no lugar onde Rita lhe tinha apontado.

- Atrasada como sempre! – suspira Joana.

- Se calhar foi estudar...

- Ó Ami, francamente, a Bunny estudar? Só se for milagre!

- Se calhar agora apercebeu-se do quão inportante é estudar para ter o seu trabalho de sonho, e estar agora mesmo no seu quarto tão concentrada a ler que o tempo passa rapidamente! Já aconteceu a mim. - responde Ami.

- Pois é Ami, ela quer tanto estudar para ter o seu trabalho de sonho, que deve é estar agora mesmo no seu quarto concentrada a dormir é o que é! - diz Rita, entrando na sala com uma almofada debaixo do braço.

Dito isto, uma gargalhada geral ecoa pelas paredes coloridas daquela casa.


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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sab Nov 29, 2008 6:38 pm

Um raio negro e grosso cai na na estrada ao seu lado, fazendo uma pequena cratera. Bunny engole em seco, pensando nos estragos em que aquilo lhe poderia ter causado se lhe caisse em cima. Que sorte que ela se desviou a tempo! Mas o barulho de eletricidade depara-se de novo em cima dela. Bunny desvia-se mais uma vez a um ataque que a poderia ter morto.

- VENTINHO DO OUTRO MUNDO! – e dito isto, uma espécie de vento negro sai das mãos de um vulto não muito longe de Bunny, e o vento emite enormes relâmpagos negros tentando atingir-la. Mais uma vez escapa ao ataque.

- Pensas que vais fugir, Sailor Moon? Agora que te atreveste a interromper a minha missão, vou acabar contigo! Quem sabe até tens uma boa e brilhante essência para mim? Hihihi! VENTINHO DO OUTRO MUNDO!

- SILVER MOON CRYSTAL POWER KISS!!!

Uma luz dourada e várias penas esvoaçam em direcção ao vulto negro. Mas o vulto desvia-se com facilidade a este ataque, rindo ás gargalhadas.

- Então, vamos brincar ao passarinho? Não sabia que peninhas e musiquinha de bebé me ia vencer Sailor Moon! E ainda ouvir dizer que venceste a Kzinscha! Com o quê, cócegas e tínitus? VENTINHO DO OUTRO MUNDO!

- WORLD SHAKING!
Um apocalíptico tremor de terra abala os prédios e a estrada onde a batalha se travara, tão abruptamente como a voz distante que gritara. No horizonte, uma enorme esfera cor-de-laranja com um anel ardente em seu redor, voa rapidamente para o vulto. Este é apanhado de surpresa e é atingido com uma força incrível, sendo projectado para uma janela próxima e partindo-a. De repente, duas sombras aparecem no meio da estrada.

- Então que confusão vem a ser esta? Estás bem Sailor Moon?
- Uranus! Neptune! – brame Sailor Moon feliz.

- Desculpa não virmos mais cedo, mas viemos quando ouvimos os gritos e as explosões! – diz Uranus, piscando o olho.

- Com que então vieram as pequenas ajudantes da nossa querida Sailor Moon... Este ataque apanhou-me bem, mas não doeu.

O místico vulto tinha-se erguido, e estava agora flutuando não muito longe da janela onde tinha embatido antes. Completamente intacta.

- O quê? – Sailor Uranus olha com surpresa aquela cena. – Nem um arranhão?

- Achas mesmo que esses ataques fracos me fazem algo? São como cócegas! – diz, rindo-se.

- Então talvez um banho de água das profundezas do mar te alivie as cócegas! DEEP SUBMERGE!

Nas mãos de Sailor Neptune, aparece um esfera de água, que é disparada com toda a força. Uma enorme onda de água marítima viaje a grande velocidade contra o vulto. No meio das azuladas ondas, uma bola azul-esverdeada brilha intensamente, com um anel azul em seu torno. Um som de água purificante e fria varre a estrada e os prédios em volta. O vulto é atingido com grande força pela onda, provocando um estrondo ensurdecedor. Sailor Neptune e Uranus sorriem, pensando que agora sim, ela foi mesmo atingida. Mas o sorriso desaparece das suas caras como se alguém o tivesse apagado com uma borracha. A onda desaparecera e agora o vulto encontrava-se no mesmo lugar a flutuar, como se nada tivesse acontecido.

- Bem bem bem... Isto foi refrescante não acham? As cócegas só aumentaram, mas isso não interessa, vamos lá tirar algumas essências! VENTINHO DO OUTRO MUNDO!

Mais uma vez, um vento negro enevoa a estrada, emitindo raios, atacando as navegantes. Estas fazem os possíveis e impossíveis para escapar aos múltliplos relâmpagos que assolam o lugar. Sailor Uranus quase é atingida por um, se Sailor Moon não a puxasse contra si. Mas no lugar onde aterram, outro raio abate-se rapidamente sobre elas. Não há tempo de fuga...

- URANUS! MOON! – grita Neptune correndo o mais rápido que pode.
De repente, uma rosa corta os ares com um som mais forte que um chicote. Todas olham para cima. O raio desaparecera, e numa varanda de um prédio encontra-se um vulto com a sua capa ondulando ao sabor do vento.

- Como te atreves atacar pessoas que lutam pelo bem? Com uma maldade tão grande, tais motivos passarão despercebidos pelo teu ser. Eu, Tuxedo Kamen te irei enfrentar!

Visto isto, o vulto recupera da sua surpresa de ver um novo adversário, e ri-se com um riso fininho, falso e irritante.

- Com que então, um novo bonequinho para brincarmos. Se quiseres viver, podes vir comigo borrachão... A Klile cuida bem de ti! – diz piscando o olho. – Ou não... VENTINHO DO OUTRO MUNDO!

Raios negros assolam de novo a estrada, que está tão esburacada, que Bunny tropeça vezes sem conta nos altos e baixos que uma vez eram uma estrada que levava até ao centro de shopping de Juban. Tuxedo Kamen pega no seu seu batôn, tentando atacar Klile com este. Levanta o batôn, e com toda a força o abate sobre Klile, mas nada acontece pois ela apenas agarra no batôn com as duas mãos, atirando Tuxedo Kamen e o batôn quase de seguida. Tuxedo Kamen cai no chão com toda a força, desmaiando com uma expressão de dor na sua cara. Sailor Moon observa horrorizada esta cena, vendo também um raio dirigindo-se para ele.

- TUXEDO KAMEN! NÃO! – brame, correndo rapidamente para o lugar onde Tuxedo Kamen se encontra deitado.

- CUIDADO, SAILOR MOON!

O raio chega cada vez mais perto. Mas Sailor Moon chega a tempo e ajoelha-se perante Tuxedo Kamen, abraçando-o. Por momentos pensou que o perdia, e a dor de o perder mais uma vez iria ser tão grande que ela não a conseguiria suportar. Iria se sentir sozinha, e ela sabia muito bem, pois já tinha passado por isso não há muito tempo. Um pequena lágrima cai do seu olho espalmando-se com um pequeno “ping” na pele suave de Tuxedo Kamen. “Não aguentaria perder-te mais uma vez.”

- SAILOR MOON! AFASTA-TE! NÃO! – berra Uranus num desespero total.
Só agora Sailor Moon volta a realidade. O raio está a escassos centímetros dela. A morte, cada vez mais perto...

- DEATH SCREAM! – uma esfera roxa com um anel lilás á sua volta corta os ares, acompanhado com uma poeira infernal, rodando aqui e ali.
Atingindo o raio, uma pequena explosão de faíscas roxas ilumina o ar, cessando quase de seguida. Mais uma vez os raios param de se abater contra as navegantes, e Klile olha supreendida para todo o lado, encontrando dois vultos observando-a do fundo da estrada.

- Mais interrupções? A vossa mãe nunca vos ensinou a não interromper os adultos? – berra Klile, meio idignada, meio divertida.

- A única interrupção aqui és tu! Eu Sailor Saturn não deixarei que faças mal a ninguém! – diz Sailor Saturn manuseando habilidosamente a sua Silence Glaive.
- E eu, Sailor Pluto também não o permitirei! – diz Sailor Pluto, deixando o seu cabelo esvoaçar ao sabor da gelada brisa da noite.

De súbito, neve começa a cair dos nublados céus. Fofos flocos, molhados e gelados, giram aqui e ali, deixando uma pequena marca branca nos altos e baixos que uma vez eram uma estrada. A neve, branca e imaculada, aumenta gradualmente de intensidade enquanto cai. Em poucos segundos o chão está coberto de uma gelada camada branca, muito fininha, mas prometendo mais. Klile olha para a neve e abana os seus cabelos castanho-avermelhados, libertando alguns flocos que teimaram em emaranhar-se nas profundezas daquele imenso cabelo.

- Bem está a ficar frio e eu tenho pressa por isso vamos lá fazer isto rápido. VENTINHO DO OUTRO MUNDO! – e dito isto mais raios assolam o lugar, deixando buracos na fina camada de neve onde os raios entram em contacto com o chão. Sailor Moon tinha puxado Tuxedo Kamen alguns decímetros do lugar original onde se encontravam, mas não podia sozinha com aquele peso todo. Outro raio surge subitamente do ar dirigindo-se a ela com velocidade.

- SILENCE WALL! – Sailor Saturn tinha corrido para Sailor Moon e Tuxedo Kamen, erguendo a Silence Glaive e fazendo uma barreira invisível protegendo-os contra a eletricidade mortífera do relâmpago que se abatia nesta. Sailor Saturn permanece com a Silence Glaive no ar, gritando:
- RING OF DESTRUCTION! – e com isto, uma enorme e opaca poeira levanta-se subitamente do chão, dirigindo-se en anéis para a lâmina da sua arma, formando uma esfera lilás incandescente com dois anéis roxos a seu torno. Com um forte abanão da Silence Glaive, Sailor Saturn dispara o seu ataque com toda a força, surpreendendo Klile, que por sua vez é atingida com um grande barulho, levantando uma nuvem de poeira tão imensa que a vísibilidade é totalmente impossível. Mas a poeira dissipa-se rapidamente, deixando a visto que Klile não sofreu nenhum ferimento, só deixando-a com um pouco de poeira nos seus ombros, rindo-se.

- Isto era um anel da destruição? Acho que precisas de melhorar o teu inglês Sailor Saturn, pois isto deve ter sido um anel das cócegas! Bem não há tempo para mais conversas, eu tenho mesmo de acabar com vocês, estou a perder a hora do chá! Sabem é que está frio e eu gostava muito de tomar algo quente! VENTINH... AI!
Tuxedo Kamen tinha acordado e com as suas últimas forças, disparou rapidamente uma grande rosa vermelha para Klile enquanto ela falava. A rosa atingiu Klile com um estrondo parecido com o de um chicote, ferindo-a ligeiramente.
- AGORA NAVEGANTES! ATAQUEM AO MESMO TEMPO TALVEZ TENHAM UMA CHANCE! EVOQUEM OS VOSSOS PODERES! – grita para todas.
- Sim!
- URANUS CRYSTAL POWER!
- NEPTUNE CRYSTAL POWER!
- PLUTO CRYSTAL POWER!
- SATURN CRYSTAL POWER!
- MOON ETERNAL POWER!

- SAILOR PLANET ATTACK!

E dito isto, todos os poderes de cada navegante juntam-se numa luz branca e brilhante, apanhando Klile subitamente enquanto esta se recuperara da surpresa de Tuxedo Kamen. Uma luz ainda maior surge no meio do clarão que agora era Klile, iluminando toda a rua coberta pela fina neve. Um grito alucinante ecoa nas cinzentas paredes dos prédios, acompanhado por algumas palavras incompreensíveis. E com um estrondo elétrico, um raio negro sai do clarão, atingindo Tuxedo Kamen com força e fazendo-o cair ao chão com um pequeno baque. Um raio de luz dourado sai do seu peito, seguido por um cristal pontiagudo e brilhante que se eleva no ar.

Sailor Moon grita. O seu grito é abafado pelo som estridente do ataque que elas tinham agora mesmo disparado. Com um último esforço, tenta apanhar a essência que rapidamente voa para fora do seu alcançe, onde apenas só o ser que está ainda a libertar-se do ataque brilhante é capaz de lhe chegar. Outro estrondo abala a destuída estrada, e com um grito esforçado, o clarão brilhante desfaz-se. Klile encontra-se ligeiramente ferida, com pequenos cortes aqui e ali na sua cinzenta pele. Algum líquido negro escorre lentamente desses cortes, pegajoso e preto como petróleo. Com um pequeno movimento dos seus braços, a pequena essência dourada de Tuxedo Kamen é apanhada pela sua magra e pálida mão. Sailor Moon observa tudo em slow motion, como se o tempo tivesse ficado mais lento, caminhando vagarosamente sobre um piso pantanoso e abafado.

- SIM! Ao menos isto chega por agora! Que lindo brilho... Eu voltarei depois, minhas queridas! Conseguiram magoar-me, mas ficaram sem o vosso querido... Que pena era cá um borracho... – e com isto desaparece com um pequeno barulho parecido com o de uma ventania.


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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Dom Nov 30, 2008 4:26 pm

oh ñ... coitado!!!
;_;
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Qua Dez 03, 2008 12:25 pm

Pois! :( Mas agora a Fighter tem o caminho livre! Laughing
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sex Dez 26, 2008 9:30 pm

Capítulo 4 - Pelo poder do cristal da Morte

- Gonçalo!!! GONÇALO! Por favor acorda... Não... NÃO! Por favor...
- Sailor Moon...
- Não digam nada! Ele pode estar a acordar agora mesmo, deixem-me só...
- Sailor Moon!
- O QUE FOI!?

Só agora Sailor Moon percebe que quatro pessoas se encontram em seu redor. Olhando para cada uma delas, sente os olhos a aquecerem e a humedecerem. As lágrimas caem no chão ao pé do corpo inanimado de Tuxedo Kamen, deixando um pequeno buraco na camada fina de neve que cobre os altos e baixos dos restos da estrada. A neve aumenta cada vez mais de intensidade, engrossando o manto que se estende por toda a cidade de Tóquio. Mas este espectáculo passa despercebido por Tuxedo Kamen, que olha á sua frente, com um olhar completamente vazio. Os seu olhos outrora azuis e profundos, não passam agora de como se fossem dois buracos cortados na sua pele. Sailor Moon olha de novo para o seu amado. As lágrimas aumentam de quantidade. Sailor Uranus ajoelha-se, pousando a sua mão no ombro dela. Sailor Moon vira-se, olhando para Sailor Uranus sem dizer uma única palavra. E com um movimento suave dos seus dourados cabelos, atira-se nos braços de Sailor Uranus, chorando. Sailor Uranus retribui o abraço, segurando Sailor Moon firmemente contra si.

- Ele... ele... ele não acorda... – diz Sailor Moon, soluçando.
- Schhh... Bunny... Tem calma... Vais ver que tudo se vai resolver... Schhh...
- Ele está sem a sua essência... Não... Gonçalo...
Sailor Pluto, Sailor Saturn e Sailor Neptune observam tudo em silêncio. A dor de Sailor Moon parece se canalizar para elas. Tuxedo Kamen continua deitado, sem mexer um dedo. A sua máscara tão imaculadamente branca e brilhante como uma pérola, se encontra no solo a seu lado, tão quieta como o seu companheiro. A gelada brisa continua com o seu restolho habitual, mas a máscara está tão imóvel como antes. A custo, Sailor Moon e Sailor Uranus se levantam, fortemente abraçadas. Sailor Uranus capta o olhar das outras. A sua cara está húmida, e duas pequenas lágrimas brilhantes fazem contraste na sua branca pele, parecendo estrelas.

- Temos de o levar daqui...
- Se calhar é melhor o levar para o hospital.
- Rita... Vamos ao templo da Rita! Por favor...
- Está bem.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- Onde estará ela!? Já passou quase uma hora desde que vos chamei!
- Não sei, se calhar adormeceu, ou não ouviu o teu aviso...
- Ouviu sim! Ela disse que vinha, como todas vocês! Ela estava a segurar no intercomunicador! Lembra-te que também dá para ver as pessoas nele!
- Sim... Tens razão... Bem se calhar e melhor procurar por ela e...
- Precisam de ajuda? Pelo que ouvi parecem preocupadas com algo...
Rita, Maria, Ami e Joana viram-se lentamente. Na entrada da cozinha, encontra-se Sirida, com o seu smoking acorrentado e alfinetado, as suas calças meias rasgadas nos joelhos com pedaços de tecido a sair por fora e os seus sapatos de salto muito alto, pretos e pontiagudos. O seu cabelo vermelho brilha na luz forte e brusca da lâmpada da cozinha. A sua cara maquilhada de preto, encontra-se num estado preocupado, olhando rapidamente para todos os cantos da cozinha reluzente, como se algo a pudesse atacar. Rita dá dois passos para a frente, parando perto de Sirida. O bafo doce e suave de Sirida penetra nas suas narinas.

- Não, Sirida, obrigada. Só estavamos a falar da Bunny que ainda não chegou. Talvez era melhor irmos á procura dela. Tu no entanto é melhor ires para casa pois...
- Não! Eu quero procurá-la com vocês!
- Sirida, eu acho definitivamente que devias...
- Por favor Rita, eu quero ir, e vou quer queiras quer não! – diz Sirida decidida, olhando para Rita como se fosse uma fera a proteger a sua cria.
- Pronto está bem, podes vir conosco! Mas vai poder demorar muito tempo pois a Bunny de certeza que está perdida na China!

Com uma gargalhada, caminham todas para a entrada, onde vestem os seus casacos e roupas mais quentes para se prepararem para a busca. Ao abrir a porta, grandes flocos de neve esvoaçam para cima delas.

- Ora, não sabia que estava a nevar! Que lindo! Toma lá Rita! – grita Joana divertida.
- AAAI! Joana não vamos brincar na neve agora está bem? – diz Rita furiosa, limpando os restos derretidos de neve da sua cara, depois da grande bola que Joana lhe atirara e murmurando blasfémias acerca do que iria fazer com a Joana quando chegassem a casa. E seguindo rumo a um destino desconhecido, começam todas com a sua procura. Depois de ter batido á porta na casa de Bunny e constado que ela não se encontra lá, Rita sugere que se separem para procurarem melhor. No caso de a encontrarem era só ligar para o seu telemóvel. A neve aumenta de itensidade no meio da caminhada. Sirida aconchega a gola do seu smoking, pois o frio é intenso. Onde estará Bunny? Sirida só vê neve e mais neve, enquanto alguns vultos caminham roboticamente contra o vento, mas nenhum deles é Bunny. Onde estará ela?
- Sirida!

Ouvindo o seu nome, esta volta a cabeça para trás, observando a silhueta baixa, com duas tranças presas em duas espécies de bolas no alto do seu cabelo caminhando para si.

- Bunny!!! Aí estás tu? O que te aconteceu? Estivemos super-preocupadas!
- Oh Sirida... Iamos agora mesmo ao templo...
- O que aconteceu Bunny? Espera aí... Estiveste a chorar? – pergunta observando a rapariga de perto, notificando que os seus olhos estão vermelhos e inchados, com vestígios de humidade ainda bem visíveis.

- Oh... Não é nada...
- Bunny o que aconteceu?
- É o Gonçalo... Ele... – e com um barafustar, Bunny tapa a sua cara com as mãos. Tudo o que se ouve são pequenos sons melancólicos vindo entre as suas mãos.

Sirida estende o seu longo braço, levando Bunny para si, abraçando-a. Bunny continua com o seu silencioso choro.

- Oh Sirida... Fomos atacados... Ele... Ele...
- Schhhh Bunny, leva-me até ele.

Bunny pega na mão de Sirida, dirigindo-a para uma rua escura e silenciosa, onde apenas os pequenos estalidos da imaculada neve ecoam pelas paredes. Quatro vultos se destacam na pouca luz que ilumina a pequena rua. No colo de um deles se encontra algo grande e com aspecto fofo. Caminhando mais perto, Sirida vê que é uma pessoa. Esta se encontrava no colo de um vulto com cabelos pálidamente loiros, pois era a única coisa visível nela. Olhando para Bunny, quais lágrimas ainda escorrem pela sua cara, Sirida pega no seu telemóvel. Marcando o número de Rita, os toques ressoam numa eternidade. Até que Rita decide atender, perguntando o que aconteceu.

- Rita... Chama as outras e venham todas para a Rua dos Olivais. Rápido por favor! – diz olhando para a tabuleta com a morada presa a uma parede. Desligando a telemóvel, Sirida volta-se de novo contra os quatro vultos. São pessoas que ela nunca encontrara antes, olhando para ela sem expressão nos seus rostos.

- Olá... Já nos encontramos antes ou...
- Não Sirida, nunca te as apresentei. Estas são as minhas amigas, Haruka, Mariana, Susana e Octávia. E este... É o Gonçalo...
Sirida observa Bunny enquanto ela lhe apresenta os desconhecidos. Sabia que Gonçalo era o seu namorado, pois tinha ouvido falar dele antes. Observando o rapaz desmaiado mais de perto, inspira.
- O que lhe aconteceu afinal? O que te aconteceu Bunny?
Mariana aproxima-se de Sirida, olhando pela primeira vez para ela. Os seus olhos azuis emitem uma profundidade incalculável. Sirida limita-se a olhar.

- A Bunny estava mesmo a caminho do templo, enquanto ela nos viu pelo caminho. Decidimos fazer uma surpresa á Rita e aparecer lá todas. Então vimos o Gonçalo a conduzir ao pé da passadeira onde estavamos a atravessar. Ele viu-nos e ofereceu-nos boleia até lá. E de repente aparece uma daquelas pessoas que andaram a atacar gente nos últimos dias. E... – Mariana faz uma breve pausa, deixando uma pequena lágrima cair das suas elegantes pestanas. – E essa coisa apanhou-nos totalmente de surpresa. Lançou algo contra nós, e ele apenas se atirou para a nossa frente e... e... – e nisto, Mariana cai num sonoro pranto, caindo de joelhos na fofa neve. Susana movimenta-se pela primeira vez que Sirida a viu, abraçando Mariana. Sirida desvia o olhar de novo para Gonçalo caido nos braços de Haruka, como um boneco frágil e amassado. Olhando entre Mariana e Gonçalo, nem dá conta que quatro pessoas se aproximam.
- BUNNY! O QUE ACONTECEU? GONÇALO!!!

Correndo e abraçando Bunny, Rita observa Gonçalo, horrorizada. O que aconteceu? Ami, Joana e Maria correm para Gonçalo tentando perceber o ocorrido. O que raio aconteceu áquele probre rapaz?

- E ele está como as pessoas no hospital que foram atacadas antes certo?
Todos olha para Sirida que tinha parado de olhar entre Mariana e Gonçalo, observando apenas a imaculada neve.

- Sim. – Octávia aproxima-se ela também, antes imóvel a seu canto. – É o que pensamos.
- Nesse caso é melhor o levar ao hospital. Eu ligo para o 112...
- NÃO! – Bunny tinha corrido para Sirida, captando o seu olhar. – Por favor Sirida! Eles não sabem o que é isto e como o curar. Prefiro tê-lo ao pé de mim, ao menos durante um dia. Por favor... Tenho que estar a seu lado...
Sirida olha demoradamente para Bunny, acabando por concordar silenciosamente. E deixando o telemóvel deslizando para dentro do bolso do seu smoking.
- Temos que o levar para o templo. – diz Maria, já tremendo de frio.
- Sim... Vamos.

E todas começam a caminhar sobre a neve fofa, que a esta altura já tem uma boa profundidade. Os flocos grossos de neve brincam com os cabelos de tudo e todos, caindo suavemente do céu. Quase ninguém se encontra nas ruas de Tóquio. Elas caminham silenciosamente, deixando pegadas na neve. Chegando ao templo Hikawa, Rita abre a porta, onde o ar quente e acolhedor da sala lhes dá as boas vindas. Dirigindo-se para um corredor ao lado direito da sala, várias portas de papel-de-arroz se deparam. Abrindo uma e apontando para dentro, Rita revela um pequeno quarto com paredes brancas, e um risco azul ao pé do tecto. A pequena cama com uma mínúscula mesinha de cabeceira se encontra encostada a um canto. Haruka deixa Gonçalo suavemente deslizar do seu colo, caindo na cama, já destapada por Joana. E com rapidez, tira-lhe os sapatos, meias e casaco, pendurando-os no ganchos mais próximos ao lado da porta. Bunny aproxima-se devagar, tapando Gonçalo carinhosamente com o lençol da cama. Maria tinha nesse preciso momento ido á cozinha buscar uma taça com água morna, mais uma pequena toalha mergulhada no seu interior. Bunny tira a toalha espremendo-a até a água sair com um som brusco. E com todo o cuidado possível, a coloca sobre a testa de Gonçalo, ajoelhando-se.

- Amor... Nunca sairei do teu lado... – murmura Bunny.

- Bem acho que é melhor os deixarmos por um bocado... – Rita já estava a sair do quarto enquanto falava. E estas mesmas palavras fazem o resto das pessoas no quarto se moverem para o corredor. Sirida é a última a sair, dando um último olhar para Bunny, que se encontra ajoelhada ao lado da cama com a cabeça mergulhada no peito de Gonçalo. Fechando a porta, caminha rapidamente para a sala onde toda a gente se encontra sentada nos sofás vermelhos de Rita. Sirida observa a divisão demoradamente. A atmosfera melancólica lhe capta a atenção. Ninguém fala. Com um solavanco, Rita quebra o sliêncio.
- Alguém quer chá? Eu ainda tenho uns restos...
- Não. – diz Haruka levantando-se. – Temos de ir embora, Rita. Obrigada a todas.

E dito isto Haruka vai para a porta, olhando para Sirida num curto segundo. Sirida encara o olhar penetrante de Haruka, sentindo-se observada. Mas Haruka olha para a sua frente logo depois, saindo com alguns flocos de neve que entram voando pela porta aberta. Mariana, Susana e Octávia também se levantam, e caladas se dirigem para a porta murmurando um pequeno adeus. A porta bate com um estrondo, deixando a atmosfera ainda mais pesada.


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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sex Dez 26, 2008 9:39 pm

Ela voa, voa pelo espaço escuro e sombrio, observando as estrelas e diversas formações nebulosas que deixam as suas sombras reluzentes cair na sua pele. Estão quase a chegar... Só falta mais um pouco. A beleza da paisagem não a impede de olhar em seu redor. Olhando para os seus lados, observa as outras três voando a seu lado. Ela sente um grande carinho por elas.

- Olhem ali mais uma!
- Raios! Esta estende-se por uma área enorme! Não consigo ver maneira de a contornar!
Uma breve pausa se desdobra sobre elas, deixando o silêncio do espaço as envolver.
- Então a única maneira será passar através dela...
Todas olham para a pequena sombra, voando a seu lado, com os seus cabelos vermelhos suavemente divididos entre várias tranças, fazendo-a majestosamente bonita.

- Estás louca? Iremos quase de certeza ser atacadas!
- Ela tem razão... Se quisermos chegar lá teremos de passar.
- Mas Fighter!...
- Tem de ser Maker...

E dito isto, voam todas para a grande e infinita nuvem negra que se tinha deparado a sua frente. As estrelas ficam imediatamente invisíveis, e a única coisa visível é a própria escuridão. Fighter sente um tremor percorrendo a sua espinha.
- Está tão escuro...
- CUIDADO!

- STAR SENSITIVE INFERNO! – uma esfera criada de relâmpagos azulados ilumina o interior da nuvem, durante apenas alguns segundos, mas o suficiente para Fighter ver a cena toda. Kakyuu tinha sido atacada por uma massa negra com olhos azuis fluorescentes. O ataque de Healer tinha passado apenas a escassos milímetro dela. Outro objecto negro tinha agarrado Maker, fazendo-a gritar de dor. Fighter voa rapidamente para onde o som dos gritos de Maker vêm, acabando por sentir uma superfície quente. Era Maker.

- STAR SENSITIVE INFERNO! – e Fighter sente de novo a reluzente bola de relâmpagos passando mesmo ao seu lado, atingindo a massa negra com força. Esta larga imediatamente Maker, voando com rapidez entre a escuridão. Fighter sente uma grande vontade de disparar um ataque sobre ela, mas lembra-se quase de seguida que a sua estrelle tinha sido destruida pela Galáxia semanas antes. Maker agarra Fighter com força levando-a ao encontro das outras.

- KAKYUU! HEALER! ONDE ESTÃO?
- Aqui!
E voando para a fonte do som, Maker e Fighter acabam por as encontrar. Kakyuu já não tinha a massa negra agarrada a si. Fighter presume que Healer a deve ter aniquilado.

- Será que as destruimos?
- Não... Elas só estão assustadas.Voltarão se não nos despacharmos...
- Mas como nos iremos despachar? Já nem sei onde era o caminho.
- É por ali. – diz Kakyuu apontando para o meio da escuridão. – Eu sinto-o.
Mas nesse preciso momento, uma voz sombria e irritante ressoa no escuro.
- Vocês estão mortas!
- Ai isso é que não! STAR GENTLE... AI! – Maker tinha sido agarrada por mais uma massa negra.

- STAR SENSITIVE INFERNO! – grita Healer com todas as suas forças, e mais uma vez, relâmpagos saem da sua estrelle, formando uma esfera reluzente. Essa voa rapidamente para a massa negra, atingindo-a novamente com força. Esta voa rapidamente, largando Maker, mas desta vez didrigindo-se para Healer. Mas agora ela não está sozinha. Mais cinco massas negras com olhos reluzentes se dirigem para elas.

- OSMANTHUS SACRED BEAM! – um raio cor de laranja sai das mãos de Kakyuu, atingindo uma das atacantes massas.

- Raios elas são muitas AHHHHHHH!
- Fighter! STAR GENTLE UTERUS! – várias bolas azuladas são disparadas da estrelle de Maker, atingindo as duas manchas negras que tinham atacado Fighter, agarrando-a com força. O ataque atinge uma delas, fazendo-a largar Fighter, enquanto a outra continua no seu lugar.

- Larga-a sua maldita sombra! STAR SENSITIVE INFERNO!
- Não vale a pena... Vocês estão mortas.
- Não, só estaremos mortas quando desistirmos. E isso será algo que nunca iremos fazer. OSMANTHUS SACRED BEAM!

O raio alaranjado combinado com a esfera de relâmpagos atinge a restante sombra, que por sua vez larga Fighter, mas agora as sombras se recuperam e voltam ao ataque.
- São tantas! Mas como é possí...
Healer lembra-se então do porquê dos imensos ataques.

- Acabamos de entrar no território delas Maker! STAR SENSITIVE INFERNO! – outra sombra é atingida, caindo. – Elas estão a proteger o Sistema Solar!!! Se não nos despacharmos elas serão ainda mais do que isto!

- Sim, vamos rápido! – e dito isto Fighter pega em Kakyuu Maker e Healer, partindo as quatro do local a grande velocidade. O escuro é compacto, não permitindo a visibilidade, mas Fighter continua. Elas têm de chegar. Elas têm de chegar. E o coração de Fighter dá um pulo. Vê-la de novo...
- CUIDADO!

Um guincho, um barulho seco e um par de olhos brilhantes é tudo o que se distuinge na escuridão. Fighter sente algo frio e aguçado chocando contra si. A dor vem quase de seguida, fazendo as mãos dela escorregarem das outras. Ela tenta tudo para resistir, mas a dor faz as mãos dela abrirem-se pouco a pouco. E por fim não aguenta mais, largando-as. Outro grito se faz ouvir no escuro. Fighter sabe então que as outras também cederam á dor. E de repente um vento tempestuoso explode do nada, empurrando Fighter consigo, esperneando.
- HEALER! MAKER! KAKYUU!!!

Captando um grito longíquo, Fighter é levada com o forte vento, incapaz de ver para onde, pois a escuridão da nuvem não a deixa ver nada. A dor do ataque desconhecido persiste, como um monstro doloroso dentro de si. Com um último impulso, grita:
- HEALER! MAKER! KAKYUU!!!

E perde os sentidos.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O dia continuava tempestuoso, com vários flocos de neve voando por aqui e ali. O manto branco tinha aumentado de profundidade desde a noite passada, chegando até aos joelhos. Numa criança talvez chegaria até á cabeça. Um vento forte varria agora a cidade, fazendo os flocos de neve voarem ainda mais furiosamente. Bunny encontrava-se na cozinha, bebendo um chá quente. O relógio na parede anunciava que as sete horas da manhã tinham chegado. Não ligando, continua a beber o seu chá, olhando em vazio. E nesse momento, Rita entra na cozinha com um estrondo.

- Bunny! Já viste o que está no jornal?
Bunny vira a cabeça devagar para Rita, olhando-a nos olhos.
- Não.

Rita aproxima-se com pesados passos, atirando um jornal meio húmido para cima da mesa. O título a letras enormes chama á atenção de Bunny.

“CATÁSTROFE NO HOSPITAL! INTERNADOS DESAPARECEM MISTICAMENTE. Leia mais na página 2.”, e uma fotografia do hospital se encontra debaixo delas. Bunny senta-se rapidamente, abrindo a página número dois. Lá está o artigo anunciado na primeira página. Ela lê.
“Hoje ás 02.00, no hospital munincipal de Juban, vários pacientes internados desapareceram misticamente das suas camas, deixando os enfermeiros e médicos do hospital cheios de perguntas. Duas enfermeiras chamadas Eira e Sichira foram as únicas testemunhas do acontecido.
“Nós estavamos na nossa ronda nocturna, como o habitual. De repente ouvimos gritos de uma sala ao lado. E quando entramos a correr para ver o acontecido, deparamos com a sala inteira a gritar e a apertar os seus peitos. Todos os internados estavam nas suas camas, esperneando de dor! E o mais intrigante era que os seus peitos estavam a brilhar! Era um brilho meio branco, meio dourado, que quase não nos deixava ver as suas caras. Nós aproximamo-nos para tentar ajudar, chamamos por eles e tudo, mas não nos pareciam ouvir nem sentir. A dor parecia que também nos antingia com a mesma intensidade, e eu estava a ficar desesperada por não os poder ajudar. Nós chamamos por mais enfermeiros, mas de repente pararam todos de gritar, e desapareceram no meio de pequenas luzinhas coloridas. E foi a última coisa que vimos dessas pessoas.”
Os pacientes nessa mesma sala foram as vítimas do ataque de há três dias atrás, quando um ser desconhecido apareceu no meio de uma estrada cheia de passeantes, prendendo-as num tipo de tornado, e depois atingido-as com um raio negro de origem desconhecida. E estas pessoas nunca mais reagiram a fosse o que fosse, levando a polícia a concluir que... ”


Bunny fecha o jornal, observando o título. “Tudo Escrito” era o nome do jornal.
- Tudo Escrito? Que engraçado, nunca li este jornal antes.
- Sim, esse jornal é um jornal independente.
- Mas porquê só trazes este jornal? Quero dizer, isto é uma coisa muito grave, notícia de primeira página, pensei que os outros jornais também queriam ter parte nisto.

- Porque todos os outros jornais não publicaram essa história. Só dizem que as pessoas fugiram do hospital, nem dizem que as vítimas são as que foram atacadas, e as testemunhas nem são mencionadas.

- O quê!? – exclama Bunny incrédula. – Porquê?
- Não sei... Foi a Ami que me ligou hoje e disse para comprar este jornal. Eu já tinha visto nos outros a notícia, mas a história soou-me mal. Havia algo não contado. E quando comprei este vi logo que tinha razão. Os jornais da cidade estão a censurar a fuga.
- Mas porquê?
- Não sei, mas a Ami disse que ia estar aqui, daqui a precisamente... – Rita olha para o relógio na parede que agora mostra 07.15. – agora.

E como se Rita tivesse adivinhado, três suaves pancadas se fazem ouvir na porta.
- Vou abrir. – e Rita corre para a porta, abrindo-a. Pouco depois volta com Ami, vermelha nas bochechas do frio.

- Ui, esta tempestade está mesmo forte. Só para vir para aqui para o templo demorei meia hora! Que tempo mau! Olá Bunny. Como estás?
- Mal.
- Oh Bunny, vais ver que ele vai ficar bem, nós iremos encontrar a essência dele, prometo!
- Sim... Olha Ami o que aconteceu afinal em relação aos jornais?

- Ah sim. – Ami pega numa chávena enchendo-a com chá. – Os jornais estão a censurar a história. A minha mãe disse-me ontem o ocorrido quando cheguei a casa. Como os Tudo Escrito são difíceis de enganar, notaram logo que havia algo mal contado na versão que tinham ouvido de alguém que trabalhava nos jornais da cidade, e por isso foram ao hospital recolher informação. Nem dormi hoje só cheia de vontade para vos contar isto!
- Mas... Como fizeram isso? Era muito tarde, as enfermeiras não dormem?
- Sim dormem Bunny, mas aquelas ainda estavam no seu turno, e a minha mãe contou-me que o hospital estava num reboliço ontem ás 3 da manhã. Era só pessoas por todo o sítio, pessoas do jornal, pessoas da televisão, pessoas que vieram ver, etc... Olha já são sete e meia! Acende a televisão Rita, por favor!

Rita pega no comando da pequena televisão suspensa no na parede da sua cozinha. Com um pequeno barulho, a televisão acende-se, logo mostrando o telejornal.

“Bom dia, hoje ás 02.00 da manhã, fugiram vários pacientes internados no hospital munincipal de Juban, situado no distrito de Minato-ku em Tóquio, deixando toda a gente com perguntas. Calcula-se que os pacientes fugiram quando ninguém estava a vista, deixando os enfermeiros e médicos confusos. Segundo o registro do hospital, os doentes estavam a ser tratados para depois serem detidos na prisão do distrito de Tóquio por causa de tráfico de droga, sendo feridos por tiros que a polícia tinha disparado para os parar. Até agora faz-se tudo para encontrar os pacientes, e a polícia de Tóquio aconselha todos os cidadãos a tomar todas as precauções possíveis, pois estas pessoas são perigosas e capazes de fazer tudo no seu poder para escapar do país. Agora segue uma enterevista com um comissário da polícia de Tóquio, comissário Takugchi, e umas fotografias dos acusados irão ser mostradas para identificação...”

Com outro barulho quase inaudível, Rita apaga a televisão, deixando a cozinha em silêncio.
- Não consigo ouvir mais estas mentiras. Ainda parto a televisão! Mentirosos de um canudo! Falsos! – exclama Rita, levantando a voz.

- Calma Rita! Também me faz frustrada, mas temos de ter calma. Ao menos o Tudo Escrito escreveu a verdade!

- Mas porquê? Porquê que não dizem a verdade eles também? – diz Bunny.
- Não tenho a certeza, mas eu acho que alguém está por de trás disto tudo. Alguém não quer que a cidade saiba a história toda. Não sei porquê.
- Mas ao menos vem tudo no Tudo Escrito! Não é tão famoso como os outros, mas uma parte da cidade irá saber, ai isso podem ter a certeza que sim!

- Ami... Será... O nosso novo inimigo?
- Não sei. É possível que seja. – diz Ami ponderando a hípotese.
- Já são 07.45! Aptece-vos ir á escola? A mim não!

- Rita, a escola é muito importante, é a chave do nosso futuro, e deviamos ir. - começa Ami, séria - Mas como ontem aconteceu muita coisa, e não dormimos quase nada, o melhor é descansarmos hoje. Eu vou ligar á escola para marcar falta. – e Ami sai da cozinha, com um pequeno sorriso nos seus lábios, bocejando logo de seuida. Bunny e Rita olham uma para a outra, estupefactas.

- A Ami, faltar á escola? Estou a sonhar.
- Ah sim, mas ela tem razão. Aconteceu tanta coisa que eu nem sei se me conseguiria concentrar nas aulas.
- Ah! Tu já estiveste alguma vez concentrada nas aulas, minha querida Bunny? Só te vi a desejar que tocasse para o almoço! – troça Rita.

- Que engraçadinha tu és Rita! Parva... – murmura.
- A quem é que chamaste parva, Bunny? Acho que estou com cera nos ouvidos! Ora diz lá de novo!
- Eu disse...

Mais três suaves pancadas se fazem ouvir da porta do templo, fazendo Ami gritar:
- Eu abro!
Pouco tempo depois, Joana e Maria tinham entrado na cozinha, também coradas e com os cabelos na cara por causa do mau tempo. Ami encontrava-se atrás delas, bocejando.
- Chiiça! Esta neve é mesmo mazinha conosco! – suspira Joana.
- Joana... A neve não sabe o que faz...
- Oh claro que sabe, não viste como ela picava na cara? Ela gosta de massacrar as pessoas!
- Sim, sim... Olha Rita, o que nos querias contar ontem?

Rita olha para Maria, com os olhos arregalados. Ela tinha-se completamente esquecido! Engolindo em seco, senta-se.
- Pois é verdade... Bem... Ontem eu estava a frente do fogo... E... Tive uma visão...
Bunny vira-se para Rita, preocupada.
- Sim, e depois?
- Bem... Vi uma cena horrível... Pior do que todas as visões que tivera antes. Tipo... O fim do universo. Avisaram-me que era o que iria acontecer se este novo inimigo não for aniquilado. O nosso inimigo é a fonte de todo o mal no universo. Temos de o derrotar antes “que o mal saia da sua caixa”.

Todas olham para Rita, horrorizadas. A fonte do mal no universo?
- E não disseram mais nada? – pergunta Maria, cruzando os seus braços.
- Não...
- Mas... – começa Ami. – Não sabemos quase nada sobre o inimigo! Como o iremos derrotar sem ter informação?
- Não sei Ami, mas aquilo era real. Eu sentia-o. Sentia o medo. A morte...
- Bem podemos dizer que a morte já chegou a nós não foi?
- Bunny...
- O Gonçalo já está inanimado, está completamente incapaz de ser acordado. Posso dizer que eles conseguiram um pouco do que queriam... Porquê? Porquê fazer isto ás pessoas? Porquê destruir o universo? Porquê...


Última edição por _The_Punk_Rocker_ em Qua Nov 17, 2010 2:52 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sex Dez 26, 2008 9:41 pm

Rita aproxima-se, abraçando Bunny carinhosamente. Bunny olha para a sua frente, em vazio, mas abraçando Rita de volta, quase automaticamente.

- Não sabemos a razão disto, mas uma coisa é certa. Não deixaremos nada acontecer ao universo!
- Pois não! Achas mesmo que conseguem passar por nós? Nós iremos acabar com tudo como a agulha no palheiro!!! – diz Joana tão entusiasmada, que até dá um pequeno empurrão a um copinho azul que se encontrava na banca da cozinha. Este cai com um grande BRAK!

- Joana... Francamente...
- Ai desculpem desculpem, ai meu deus, a minha cabecinha hehe... – murmura apanhando os restos aguçados do copo partido. – AIIII! Piquei-me...
- Ó Joana, para quê que estás a apanhar os pedaços do copo com as mãos??? Acordaste com o rabo virado para a lua? Deixa-me apanhar isso com a V-A-S-S-O-U-R-A Joana, sabes o que é?
- Rita... Não existe nada chamado vassoura-joana. – Joana esforça-se para não sorrir.
- EU É QUE TE VOU DAR A VASSOURA-JOANA!!!! – e dito isto, Rita vai atrás de Joana, tentanto bater a pobre rapariga com a vassoura empulanhada numa mão, cheia de pedaços de vidro estilhaçado.
- AI RITA PÁRA QUE ME MATAS!!! ISSO PICA! AIIII!

As restantes sorriem entre si.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

- SCROLL!

Um pequeno barulho se faz ouvir naquele espaço místico. Os pilares partidos e inclinados lançam sombras místicas no chão, sob o céu estrelado e brilhante. A leve neblina envolve parte da sombra que se encontra frente a um espelho velho e gasto. Esta curva-se perante o grande espelho.

- Chamou minha rainha?
Um voz rouca ressoa pelo grande vazio das profundezas do espelho.
- Sim... Esta essência que me trouxeste... Onde a achaste?
- Foi uma das caçadoras vossa majestade... Ela a retirou de um rapaz chamado Tuxedo Kamen, um aliado das navegantes deste planeta.
- Bem me parece...
- Posso saber porque pergunta, minha rainha?
- Porque esta essência pertence a uma navegante... – a voz grossa e rouca cessa num sussurro.

- O quê? – exclama Scroll surpreendida.
- Esta essência... É a que tem o poder deste planeta selado em si. É a essência do príncipe Endymion.
- Mas... O Endymion não morreu minha rainha?
- Sim ele morreu... eu vi muito bem o que a Metallia lhe fez. Ela aniquilou tudo no reino lunar, menos aquela insolente chamada Serenity. Com um cristalinho de poder insignificante, consegiu selar Metallia e fazer com que as vítimas renascessem na Terra. COM UM PEDAÇO DE VIDRO SEM PODER ALGUM, CONSEGUIU SELAR UMA DAS MINHAS CRIAÇÕES!!! – a voz toma um breve pausa, respirando pesadamente. – Mas agora... Tenho esta linda essência nas minhas mãos. Com este poder todo conseguirei aguentar por mais alguns dias... Scroll...

- Sim minha rainha?
- Precisamos de esconder o cristal da Morte... Enquanto eu não sair daqui, terá de permanecer escondido. Se cair nas mãos de alguém indesejado, será o fim dos nossos planos. JÁ!

- Sim minha rainha...

Scroll volta-se de costas para o espelho pronta para se entregar á sua missão. Exactamente no mesmo momento em que ela sente o seu corpo se desfazer numa nuvem de fumo, uma voz a chama fazendo-a parar.

- Conta-me de novo o que aconteceu na nossa barreira de protecção...
Scroll vira-se de novo para a frente, olhando a sua rainha nos olhos. Vermelhos e brilhantes. Frios e calculadores. Um pequeno arrepio se estende no seu interior. Esta curva-se demoradamente.
- Quatro navegantes tentaram entrar no nosso território. Mas não as conseguimos capturar, pois quando as separamos elas infelizmente desapareceram da nossa vista...

- Muito bem...
Com uma pequena explosão, raios constituidos por um negro avermelhado se precipitam vindos do interior do espelho, atingindo Scroll com força. Esta grita enquanto a electricidade dolorosa envolve o seu corpo brutalmente, elevando-a no ar. A dor invade Scroll, uma dor tão severa que um desejo de querer morrer invade os seus pensamentos. E de repente, os raios cessam tão rápido como começaram, levando a horrível dor consigo. Scroll cai no chão respirando a custo.

- Isto foi um aviso que não tolero mais falhas da tua parte Scroll... Se não fizeres o que deves, irei destruir o teu ser, a ponto de nunca mais existires... Sim eu posso estar selada, mas ainda tenho poder suficiente para te destruir por completo! – diz a voz rouca, pronuciando cada palavra a muito custo e respirando pesadamente, como se estrangulada fosse. – VAI!

E dito isto tudo o que resta, é o espelho muito muito gasto, contemplando a lindas estrelas no céu.


Última edição por _The_Punk_Rocker_ em Qua Nov 17, 2010 2:53 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Ter Fev 24, 2009 11:13 am

Opah esta tao fixe! A serio continua ... Qero mais! E qero saber se as pessoas conseguem recuperar a exencia, se o Gonçalo recupera a exencia...Espero q sim!
E qero sber qem é a mulher do espelho!
Continua :)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Ter Fev 24, 2009 11:30 am

gosto x3

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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Qua Fev 25, 2009 4:17 pm

Obrigada por comentarem, eu fico contente por terem gostado! Wink
Desculpem por não ter postado outro capítulo, fiz metade mas não tive tempo de escrever mais para já, mas quando a inspiração vier vou continuar e posto aqui! Mais uma vez obrigada! :)
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Ter Mar 03, 2009 7:38 am

XD ta a ficar fize mas ainda nao terminei de ler punk escreves tanto como a preversidade que tens na cabeça XD

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assinatura de homenagem que a one-sama me deu


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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Sex Mar 06, 2009 3:24 pm

O sanitas entupidas... XD

Omg é impressão minha ou ali no perfil está escrito Laseres? XD
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MensagemAssunto: Re: As Estrelas Voltam   Hoje à(s) 5:21 pm

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